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Tarcísio elogia Motta após relatoria do PL Antifacção a Derrite

Governador diz que escolha fortaleceu consenso político e endurece combate a facções no país.

Há momentos em que bastidores políticos ganham contornos decisivos na segurança pública do país. Foi com essa carga de simbolismo que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), celebrou a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do PL Antifacção, aprovado pela Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (18). Para o governador, a decisão não só fortaleceu a construção de um consenso amplo, como marca uma resposta firme ao avanço do crime organizado no Brasil.

Em entrevista à Jovem Pan FM de Presidente Prudente, Tarcísio afirmou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, foi “gigante” ao apontar Derrite para conduzir o relatório: processo que, segundo ele, exigiu coragem para enfrentar pressões e manter a pauta alinhada ao endurecimento do combate às facções.

Derrite teria conduzido o texto ouvindo diferentes setores

Ao comentar o desempenho do secretário de Segurança Pública de São Paulo licenciado, Tarcísio declarou que Derrite “soube conduzir o tema, construir consenso e ouvir quem precisava ser ouvido”. O governador destacou que o relator incorporou sugestões de diversas instituições, citando o apoio público do Colégio de Procuradores Gerais de Justiça ao texto aprovado.

O PL Antifacção, substitutivo ao Projeto de Lei 5582/25, estabelece penas mais duras e cria mecanismos para asfixiar financeiramente facções criminosas e milícias, considerado mais rigoroso do que a legislação atual.

Vitória da base e derrota para o governo federal

A proposta foi aprovada com ampla maioria: 370 votos favoráveis e 110 contrários. O resultado, no entanto, veio acompanhado de desgaste para o governo federal, que havia orientado seus parlamentares a votar contra o relatório de Derrite e defendia a versão original enviada pelo Executivo.

O projeto agora segue para análise do Senado Federal, onde deverá gerar novos debates sobre a melhor estratégia para enfrentar organizações criminosas no país, equilibrando rigor penal, política pública e o desafio permanente de enfraquecer economicamente grupos que se ramificam por todo o território nacional.

A votação não apenas movimenta o tabuleiro político, como também demonstra a crescente cobrança da sociedade por respostas mais consistentes na área da segurança. Para muitos, o resultado representa um gesto de afirmação institucional; para outros, mais um capítulo de disputas que refletem visões distintas sobre como construir um país mais seguro: debate que continua vivo dentro e fora do Congresso.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN

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