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Violência no trânsito de Porto Velho: três mortos em menos de 24 horas em acidentes com motocicletas

Acidentes em diferentes pontos da cidade revelam aumento da violência no trânsito e o impacto devastador para famílias que perderam seus entes.

O trânsito de Porto Velho amanheceu mais triste e mais perigoso. Em menos de 24 horas, três pessoas perderam a vida em acidentes envolvendo motocicletas na capital, reforçando uma realidade que já não pode mais ser ignorada. São histórias interrompidas, famílias devastadas e uma cidade que vem testemunhando, dia após dia, o agravamento da violência sobre duas rodas. Em pelo menos dois dos registros, motoristas teriam avançado vias preferenciais, aumentando ainda mais o peso da imprudência sobre as tragédias.

A cada nova morte, fica mais forte a sensação de que o trânsito de Porto Velho chegou a um ponto crítico, onde a pressa e a falta de responsabilidade cobram seu preço mais alto: vidas.

Servidora pública morre em cruzamento movimentado


A primeira vítima foi Maria de Jesus da Silva Souza, de 50 anos, servidora pública, que perdeu a vida ainda na manhã de quarta-feira (19), no bairro Nova Porto Velho, zona Leste. Ela estava na garupa de uma motocicleta que trafegava pela avenida Alexandre Guimarães quando, no cruzamento com a rua Equador, a moto atingiu um Toyota Corolla.

Testemunhas contaram que o veículo, dirigido por uma médica cirurgiã, teria avançado a via preferencial. O impacto foi violento, e Maria caiu no asfalto com ferimentos graves. A servidora não resistiu, deixando uma família que agora tenta lidar com a dor e a sensação de que tudo poderia ter sido evitado.

Horas depois, outro acidente choca a cidade


O segundo caso aconteceu no início da tarde, na avenida Pinheiro Machado, cruzamento com a rua Manoel Laurentino, no bairro Embratel. Eliana Andrade de Oliveira, de 60 anos, estava como passageira de uma motocicleta que seguia pela Pinheiro Machado quando o motorista de um Fiat Mobi, segundo informações apuradas no local, teria avançado a preferencial ao entrar na via.

A batida arremessou as ocupantes da moto ao chão e, logo em seguida, elas foram atropeladas por uma caminhonete S10 que trafegava logo atrás. Eliana morreu ainda ali, antes mesmo de receber socorro especializado.

Madrugada termina com mais uma vítima


Na madrugada desta quinta-feira (20), por volta de 5h, Marcos Bruno Ribeiro também perdeu a vida. Ele pilotava uma motocicleta Honda Bros pela avenida Imigrantes, nas proximidades do Porto Graneleiro, zona Norte, quando perdeu o controle e colidiu contra uma árvore no canteiro central. Marcos seguia em direção à ponte sobre o rio Madeira.

Uma cidade que pede socorro


Cada uma dessas mortes carrega nomes, histórias, famílias, futuros interrompidos. Não são estatísticas, são vidas que deixam vazios irreparáveis. Porto Velho assiste a essa realidade se repetir com frequência assustadora, e a pergunta que se impõe é: até quando?

Enquanto o trânsito continuar sendo terreno de improviso, pressa e falta de consciência coletiva, o número de vítimas seguirá crescendo. E cada cruzamento perigoso, cada via ignorada, cada ato de descuido pode ser a fronteira entre voltar para casa ou nunca mais chegar.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Rondoniagora

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