Partido avalia chapa puro-sangue com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis enquanto escândalo segue no centro das atenções.
A turbulência política gerada pelo escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB pode provocar uma reconfiguração importante na disputa eleitoral do Distrito Federal para o próximo ano. No centro desse vendaval está o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que agora reavalia o apoio ao governador Ibaneis Rocha (MDB) para a corrida ao Senado.
A sigla, que vinha costurando apoio ao chefe do Executivo local, passou a defender cautela: especialmente diante da possibilidade de abertura de uma CPI na Câmara Legislativa e do desgaste gerado pela Operação Compliance Zero.
Disputa dentro do PL e expectativa sobre Michelle Bolsonaro
Atualmente, o partido trabalha com duas possibilidades de candidatura ao Senado: Michelle Bolsonaro, que ainda não definiu seu destino eleitoral, e a deputada federal Bia Kicis, já lançada como pré-candidata pelo PL.
O cenário permanece em aberto, já que Michelle poderá compor uma chapa presidencial e o PL não quer tomar decisões precipitadas antes de medir o impacto total da crise que se desenrola no DF.
Resistência a nomes e impacto da operação
Dentro do partido, cresce também a resistência ao nome de Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil e integrante do Republicanos. Ele é visto como uma opção menos atraente para compor alianças com o PL neste momento de incertezas.
A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingiu diretamente o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, outro personagem influente no tabuleiro político local. Em março, o banco chegou a anunciar intenção de adquirir 58% do Banco Master por R$ 2 bilhões: negócio que acabou barrado pelo Banco Central.
Durante a crise, o BRB emitiu nota na qual reafirma ter sempre atuado dentro das normas de compliance e transparência, prestando informações aos órgãos de controle, como o Banco Central e o Ministério Público Federal.
O desfecho dessa crise pode mover peças importantes na disputa eleitoral do Distrito Federal e recair, direta ou indiretamente, sobre as alianças de Ibaneis e das lideranças do PL. Enquanto o caso corre, a política local aguarda, em compasso de atenção, os próximos capítulos de um escândalo que promete marcar o xadrez eleitoral de 2026.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Agência Brasil













