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Traficante é preso após usar distribuidora como fachada para venda de drogas na zona Leste

PM flagra ambiente completo de vigilância e invólucros de crack após denúncia de moradores.

A prisão de um homem acusado de transformar uma distribuidora de bebidas em fachada para venda de drogas expõe uma realidade triste e conhecida nas periferias: a proximidade entre comércio clandestino, medo dos moradores e a presença constante da criminalidade. A ação aconteceu na noite de quarta-feira (19), na rua Rosa Pinto, zona Leste de Porto Velho, e terminou com a apreensão de drogas, celulares e até um sistema completo de monitoramento. O suspeito foi identificado como Rerisson C. S.

Segundo moradores, que relataram temer represálias, o ponto funcionava há algum tempo como boca de fumo e já movimentava usuários diariamente. Foi essa denúncia que levou a guarnição do 5º Batalhão da PM até o endereço.

Correria ao ver a viatura

Ao chegar ao local conhecido como “Distribuidora do Renan”, os policiais perceberam a presença de usuários circulando nos arredores, provavelmente aguardando oportunidade para comprar droga. Mas a movimentação cessou no momento em que a viatura se aproximou. Um homem que estava na frente do imóvel correu imediatamente para dentro da residência, deixando o portão entreaberto.

A atitude chamou atenção dos policiais, que decidiram verificar o ambiente. Dentro do imóvel, encontraram o suspeito escondido em uma sala montada exclusivamente para monitoramento, contendo câmeras, televisão e até uma poltrona posicionada estrategicamente para vigiar a movimentação externa.

Sala de vigilância e drogas apreendidas

A busca pela casa confirmou a denúncia. Foram encontrados 20 invólucros de substância semelhante ao crack, dinheiro trocado, três celulares, câmeras de segurança, três maquininhas de cartão e duas TVs sem comprovação de origem. Parte das transações, segundo apurado no local, era realizada por Pix, motivo pelo qual os celulares também foram apreendidos para análise.

No total, oito câmeras compunham o sistema de monitoramento, usado tanto para acompanhar a chegada de usuários quanto de possíveis ações policiais. O ambiente era organizado, funcional e claramente montado para dar apoio à venda de entorpecentes.

Prisão e sensação de alívio

Após a constatação de todo o material ilícito, Rerisson recebeu voz de prisão. Para os moradores que denunciaram, a operação representa alívio e esperança de dias mais tranquilos. Ainda assim, permanece a reflexão sobre um problema antigo, que segue se reinventando nas ruas, nas fachadas comerciais e no cotidiano de quem vive cercado pelo medo e pela violência: uma realidade dura, mas que precisa ser enfrentada sempre que a coragem da comunidade se une à presença do Estado.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Rondoniagora

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