Levantamento divulgado nesta sexta-feira (27) aponta equilíbrio no primeiro e segundo turno, com diferença dentro da margem de erro e cenário ainda indefinido.
A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos de forte polarização e incerteza. A mais recente pesquisa revela um país dividido, onde cada ponto percentual pode mudar o rumo da disputa; e onde os dois principais nomes aparecem lado a lado, sem margem confortável para nenhum dos lados.
Levantamento do instituto Gerp, divulgado nesta sexta-feira (27), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico em todos os cenários testados para o primeiro turno, além de um cenário igualmente apertado em eventual segundo turno.
Cenários de primeiro turno mostram equilíbrio
No primeiro cenário, Lula aparece com 38% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Já no segundo cenário, o presidente mantém 38%, enquanto o senador sobe para 37%.
No terceiro cenário, há empate numérico: ambos com 37%. No quarto, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 40%, contra 38% de Lula — ainda dentro da margem de erro de 2,24 pontos percentuais.
Entre os demais nomes, Ciro Gomes aparece com cerca de 7% em todos os cenários. Outros possíveis candidatos, como Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite, Renan Santos e Aldo Rebelo aparecem com percentuais menores.
Segundo turno mantém disputa aberta
Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro registra 48% das intenções de voto, enquanto Lula soma 45%. Outros 5% disseram que votariam em branco ou nulo, e 3% não souberam ou não responderam.
Apesar da vantagem numérica, o resultado também configura empate técnico, mantendo o cenário indefinido.
Rejeição elevada pesa sobre os principais nomes
O levantamento também mostra que ambos os candidatos enfrentam altos índices de rejeição. Lula lidera nesse quesito, com 51% dos entrevistados afirmando que não votariam nele.
Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 45% de rejeição. Entre os demais nomes, os índices são significativamente menores, o que pode influenciar alianças e estratégias ao longo da campanha.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 20 e 25 de março de 2026. Os dados foram ajustados por sexo, faixa etária, renda e região. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02846/2026.
Um país dividido e uma eleição em aberto
Os números revelam mais do que uma disputa equilibrada. Eles mostram um Brasil dividido, onde a decisão final ainda está em construção e pode ser influenciada por fatores que vão além das pesquisas.
No fim, o que se desenha é uma eleição marcada não apenas por votos, mas por sentimentos, rejeições e expectativas. E, diante desse cenário, cada movimento, cada discurso e cada escolha podem ser determinantes para definir o futuro político do país.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução













