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PF intercepta cerca de 80 kg de cocaína enviados pelos Correios de Rondônia ao Nordeste

Operação No Way cumpriu mandado de prisão e três de busca e apreensão em Porto Velho após investigação sobre envio de drogas para três estados nordestinos.

Cerca de 80 quilos de cocaína que seriam enviados de Rondônia para estados do Nordeste foram interceptados pela Polícia Federal durante uma investigação sobre o uso dos Correios para o transporte de drogas. A ação resultou na deflagração da Operação No Way, realizada nesta quarta-feira (7), com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão em Porto Velho.

As remessas foram postadas em agências dos Correios na capital de Rondônia e tinham como destinos os estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco. A identificação dos entorpecentes levou os investigadores a aprofundarem as apurações sobre o grupo suspeito de organizar a logística de envio.

Investigação identificou etapas do esquema

De acordo com a Polícia Federal, o trabalho investigativo permitiu identificar diferentes fases da operação criminosa, desde a aquisição da cocaína até a preparação das embalagens e a entrega dos pacotes nas unidades postais.

A investigação busca esclarecer como a organização atuava e identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema. O material apreendido durante a operação será submetido a análises que poderão contribuir para o avanço das apurações.

A utilização dos serviços postais para o transporte de entorpecentes também passou a ser um dos focos da investigação, diante da quantidade de droga que seria distribuída para diferentes estados brasileiros.

Investigados podem responder por tráfico

Os envolvidos poderão responder pelo crime de tráfico de drogas, conforme a participação individual identificada nas investigações. A legislação prevê aumento de pena quando o tráfico envolve diferentes estados da Federação.

A Operação No Way representa mais uma frente de combate ao tráfico de drogas e às estruturas utilizadas para transportar grandes quantidades de entorpecentes entre diferentes regiões do país. As investigações continuam para identificar a origem da cocaína, os responsáveis pela logística e possíveis outros integrantes do grupo.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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