Movimento consolida unidade da esquerda em Rondônia e fortalece palanque político alinhado ao presidente Lula.
Em um gesto político carregado de simbolismo e estratégia, a tarde de quarta-feira (14) marcou um novo capítulo para a esquerda em Rondônia. A filiação de Expedito Netto ao Partido dos Trabalhadores não foi apenas um ato formal, mas um sinal claro de reorganização e de construção antecipada do cenário eleitoral para o Governo do Estado, com foco na unidade e no alinhamento nacional.
Durante reunião da direção estadual, o PT aceitou oficialmente a filiação do ex-deputado federal e atual secretário Nacional da Pesca. Ex-dirigente do PSD, Expedito Netto deixou a sigla e se colocou à disposição do partido para disputar o Governo de Rondônia, representando a futura chapa de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Aliança dentro da Federação Brasil da Esperança
Logo após a confirmação da filiação, o PT convocou uma reunião com os partidos que integram a Federação Brasil da Esperança. PV e PC do B participaram do encontro e também aprovaram a pré-candidatura de Expedito Netto ao Governo, consolidando o nome do ex-deputado como aposta unificada do campo progressista no estado.
A articulação reforça a estratégia de apresentar um projeto comum, evitando fragmentações e ampliando a capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade rondoniense.
Discurso de fortalecimento da esquerda
Para a direção petista, a chegada de Expedito Netto representa mais do que a incorporação de um novo quadro político. Segundo o presidente estadual do PT, Ernesto Ferreira, a filiação fortalece todo o campo da esquerda e amplia o alcance do projeto nacional liderado por Lula.
“A vinda do secretário Nacional da Pesca reforça não apenas o PT, mas toda a esquerda, que neste ano irá abraçar a reeleição do presidente Lula”, afirmou.
A filiação de Expedito Netto e a consolidação de sua pré-candidatura mostram que o jogo político já começou nos bastidores. Em um estado historicamente disputado, a construção de alianças antecipadas revela que, mais do que nomes, o que está em disputa são projetos, narrativas e a esperança de um futuro que dialogue com desenvolvimento, inclusão e identidade política.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













