Ministro do Turismo sinalizou que deixará cargo, mas aguardava retorno do presidente da ONU para formalizar decisão.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, vive momento de expectativa sobre seu futuro no governo federal. Após retornar de viagem aos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir com o aliado para selar os próximos passos, segundo apurou a CNN. Sabino já havia avisado Lula, na semana passada, que deixaria o cargo, após pressão do presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
Articulação política e negociação com União Brasil
Nos bastidores, o presidente pediu tempo para alinhar uma estratégia junto à cúpula do União Brasil, buscando abrir diálogo com Rueda e também com ACM Neto. O objetivo seria tentar evitar a expulsão de Sabino da legenda e viabilizar uma saída combinada que pudesse ser registrada como licença do partido: algo que a direção da sigla já havia negado anteriormente.
Segundo fontes, Rueda responsabiliza o governo pelo vazamento de informações sobre investigação da Polícia Federal, que apura infiltração do PCC em setores estratégicos da economia, como combustíveis e finanças. Essa tensão reforça a necessidade de articulação cuidadosa entre governo e União Brasil para que a saída do ministro não se transforme em desgaste político.
Apoio de Lula e impactos nas eleições de 2026
Além do Turismo, outra ala do PP pressiona o presidente do partido, Ciro Nogueira, a aceitar a licença de André Fufuca. Por enquanto, os ministros do Esporte e do Turismo contam com o apoio direto de Lula para se manterem como candidatos ao Senado. O prazo de 30 dias da federação para que ambos deixem o governo intensifica a pressão sobre a articulação política em vista das eleições de 2026.
O caso de Sabino ilustra o delicado equilíbrio entre governo e partidos aliados, mostrando como decisões individuais podem refletir em articulação política, estratégia eleitoral e negociações de última hora. A expectativa agora é pelo gesto final do presidente Lula, que definirá oficialmente o destino do ministro.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Agência Brasil













