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Vasco encara o Boca Juniors por vaga na final e chance de encerrar jejum continental de 26 anos

Com vantagem conquistada na Argentina, Cruz-Maltino precisa de um empate no Maracanã para voltar a disputar uma decisão internacional e reacender a esperança de uma torcida marcada por longos anos de frustrações.

A noite desta terça-feira (20) pode entrar para a história do Vasco da Gama e representar muito mais do que uma simples classificação. Diante de uma torcida apaixonada, que há anos espera por dias melhores, o clube carioca tem a oportunidade de voltar a uma final continental após 26 anos e dar um novo capítulo à sua trajetória de conquistas.

O adversário é nada menos que o tradicional Boca Juniors, da Argentina. Com a vantagem de ter vencido o primeiro confronto por 1 a 0, em La Bombonera, o Vasco precisa apenas de um empate no Maracanã para garantir presença na decisão da Copa Sul-Americana. A partida está marcada para as 21h30 (horário de Brasília).

Melhor campanha e oportunidade de fazer história

Com a classificação tão próxima, o Vasco já igualou seu melhor desempenho na história da Sul-Americana. A última vez que o clube chegou à semifinal da competição foi em 2011, quando acabou eliminado pela Universidad de Chile, equipe comandada por Jorge Sampaoli e que contava com nomes como Eduardo Vargas.

Naquela ocasião, o time carioca empatou por 1 a 1 em São Januário, mas sofreu uma derrota em Santiago. O placar agregado terminou em 3 a 1 para os chilenos, que posteriormente conquistaram o título.

Desta vez, o cenário é diferente. Depois de conquistar uma vitória importante na Argentina, o Cruz-Maltino decide a vaga diante de sua torcida, no Rio de Janeiro, com a possibilidade de transformar a vantagem construída fora de casa em uma classificação histórica.

Uma final que não acontece desde 2000

Caso elimine o Boca Juniors, o Vasco voltará a disputar uma final continental depois de mais de duas décadas. A última decisão internacional foi a histórica Copa Mercosul de 2000, quando o clube protagonizou uma das viradas mais marcantes do futebol brasileiro.

Na ocasião, diante do Palmeiras, no antigo Parque Antártica, o Vasco saiu atrás no placar, mas reagiu de maneira impressionante e venceu por 4 a 3, conquistando o título em uma noite que permanece viva na memória dos torcedores.

O clube também carrega em sua história a conquista da Copa Libertadores de 1998. Um eventual título da Sul-Americana representaria mais um troféu internacional de peso e ampliaria uma galeria de conquistas que faz parte da identidade vascaína.

Maracanã confirmado e expectativa de casa cheia

A realização da partida no Maracanã também foi motivo de preocupação nos últimos dias. Durante aproximadamente três semanas, Vasco e Consórcio Fla-Flu travaram uma disputa sobre a liberação do estádio para o confronto decisivo.

A questão foi resolvida nesta segunda-feira, quando o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu por unanimidade em favor do Vasco, confirmando a realização do jogo no estádio.

A expectativa é de grande presença de público. Até a divulgação das informações, quase 70 mil ingressos já haviam sido vendidos, reforçando o clima de decisão e a mobilização da torcida para empurrar a equipe rumo à classificação.

A esperança de uma nova fase para o clube

Além da expectativa esportiva, o Vasco também vive um momento de movimentações importantes nos bastidores. O clube prepara a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ao empresário Marcos Lamacchia, apontado como potencial investidor para um novo projeto de reestruturação.

Enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, Lamacchia surge como uma possibilidade de investimento capaz de contribuir para a recuperação financeira e esportiva do clube carioca.

Para uma torcida que atravessou temporadas difíceis, conviveu com decepções e nunca deixou de acreditar, a noite desta terça-feira carrega um significado especial. Eliminar o Boca Juniors seria mais do que conquistar uma vaga na final: seria reacender a esperança de que o Vasco pode voltar a ocupar um lugar de destaque entre os grandes do futebol sul-americano. Afinal, para quem conhece a história cruz-maltina, a paixão nunca deixou de existir. O que a torcida espera agora é voltar a ter motivos para comemorar.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Matheus LIma/@VascodaGama

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