Alberto Ivair Rogoski Horny faleceu nesta quinta-feira, 2 de abril, em São Paulo, onde tratava um câncer.
A notícia da morte de Alberto Ivair Rogoski Horny, conhecido como Beto do Trento, carrega consigo mais do que o anúncio de uma despedida. Ela resgata memórias de uma trajetória que atravessou a política, o empreendedorismo e a própria história recente de Rondônia, deixando marcas que agora se transformam em lembrança.
O ex-deputado morreu nesta quinta-feira, 2 de abril, aos 59 anos, em São Paulo, onde realizava tratamento contra um câncer. Ao longo da vida, construiu uma presença conhecida tanto nos bastidores quanto na linha de frente da vida pública, especialmente na região de Rolim de Moura.
Atuação política e presença na Assembleia
Beto do Trento exerceu dois mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Rondônia, entre 1999 e 2007. Durante esse período, participou de discussões e projetos voltados ao desenvolvimento do estado, representando principalmente o interior e suas demandas.
Sua atuação política o colocou entre nomes conhecidos da cena rondoniense, em uma fase de transformações importantes para o estado. Ao mesmo tempo, sua trajetória também esteve inserida em episódios marcantes da política local, incluindo investigações e processos ligados a casos amplamente debatidos à época, que envolveram diversos parlamentares.
Empresário e referência no setor hoteleiro
Fora da política, Beto do Trento também construiu uma carreira no setor empresarial. Nos últimos anos, destacou-se no ramo da hotelaria, sendo associado ao crescimento de empreendimentos que ajudaram a impulsionar o turismo e a economia regional.
Seu nome passou a ser reconhecido não apenas pela atuação pública, mas também pela contribuição ao desenvolvimento econômico, especialmente em um estado que ainda busca consolidar sua identidade turística e empresarial.
Uma trajetória que mistura diferentes capítulos
A vida de Beto do Trento foi marcada por diferentes fases, entre conquistas, desafios e controvérsias. Como figura pública, esteve presente em momentos importantes e também em episódios que geraram debate e repercussão, refletindo a complexidade de uma trajetória vivida sob os olhos da sociedade.
Essa dualidade, comum a muitos personagens da vida pública, revela não apenas o homem, mas o contexto em que ele esteve inserido ao longo dos anos.
A morte de Beto do Trento encerra um ciclo, mas deixa perguntas, memórias e reflexões. Entre acertos e erros, permanece o retrato de uma vida que atravessou diferentes caminhos e que, de alguma forma, fez parte da história de Rondônia. E, como toda despedida, ela nos lembra que, por trás dos cargos e dos títulos, existem histórias humanas que seguem ecoando no tempo.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Redes Sociais













