Levantamento divulgado nesta terça-feira (28) revela alto índice de rejeição entre os principais nomes cotados para a disputa presidencial de 2026 e reforça cenário de forte polarização no país.
Mais do que intenção de voto, a rejeição costuma revelar o tamanho do desafio que cada candidato terá pela frente. E, quando o assunto é a corrida presidencial de 2026, os números mostram que o eleitor brasileiro segue profundamente dividido. Nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o índice de rejeição entre os principais nomes testados, com 51%.
Logo atrás aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 49,8% de rejeição. O dado chama atenção porque o parlamentar supera até mesmo o índice do próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece com 44,9%.
Pesquisa mede em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum
O levantamento questionou os entrevistados sobre quais nomes eles rejeitam totalmente, ou seja, em quem não votariam de forma alguma em uma eventual eleição presidencial.
Nesse cenário, Lula aparece como o mais rejeitado entre os nomes avaliados, refletindo o desgaste natural de quem ocupa a Presidência da República e também a forte polarização política que ainda marca o país.
Flávio Bolsonaro surge logo em seguida, consolidando-se como um nome competitivo, mas também cercado de forte resistência por parte de parcela expressiva do eleitorado.
Já Jair Bolsonaro, mesmo inelegível no momento, mantém uma rejeição menor que a do filho, o que reforça seu peso político no campo conservador.
Outros nomes também foram avaliados
Além de Lula, Flávio e Jair Bolsonaro, a pesquisa também mediu a rejeição de outros possíveis nomes para a disputa presidencial.
Renan Santos, do Missão, aparece com 42,2% de rejeição. Logo depois está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com 41,9%.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registra 40,9%, enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 38,7%.
A opção “nenhum destes” foi assinalada por apenas 0,1% dos entrevistados.
Metodologia da pesquisa
O levantamento ouviu 5.008 pessoas em todo o território nacional, por meio de recrutamento digital aleatório, conhecido como Atlas RDR, entre os dias 22 e 27 de abril.
A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07992/2026.
Em um país onde a política ainda desperta paixões intensas e rejeições profundas, os números mostram que conquistar votos será tão importante quanto vencer resistências. A eleição de 2026 começa a se desenhar não apenas pela força dos apoios, mas também pelo peso das rejeições que cada nome carrega diante do eleitor brasileiro.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução













