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Fifa aumenta premiação da Copa do Mundo em 15% e endurece regras disciplinares para 2026

Entidade anunciou reajuste milionário para seleções participantes e novas punições em campo; mudanças já geram repercussão entre atletas e federações.

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas já movimenta debates dentro e fora das quatro linhas. Em meio a críticas sobre os altos custos com ingressos, hospedagem e transporte para os torcedores, a Fifa anunciou um aumento de 15% no valor total das premiações destinadas às seleções participantes, além de novas regras disciplinares mais rígidas para o torneio que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.

A decisão foi divulgada nesta terça-feira (28) e mostra que, enquanto o espetáculo cresce em dimensão e arrecadação, também aumenta a cobrança por organização, transparência e equilíbrio dentro do futebol mundial. Para atletas, federações e torcedores, as mudanças representam impacto direto dentro e fora de campo.

Mais dinheiro para as seleções

Com a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções, a Fifa reajustou significativamente os valores destinados às equipes classificadas.

O valor de preparação, pago antes da competição, passará de 1,5 milhão de dólares, cerca de R$ 7,4 milhões, para 2,5 milhões de dólares, aproximadamente R$ 12,4 milhões.

Já a compensação pela simples participação no torneio sobe de 9 milhões de dólares, o equivalente a R$ 44,7 milhões, para 10 milhões de dólares, cerca de R$ 49,7 milhões.

Além disso, as contribuições voltadas às despesas das delegações e à ampliação da cota de ingressos terão um acréscimo superior a 16 milhões de dólares, algo em torno de R$ 79,6 milhões.

Segundo a entidade, o valor adicional arrecadado também será distribuído entre as 211 federações nacionais filiadas à Fifa.

O presidente da instituição, Gianni Infantino, afirmou que a organização vive seu melhor momento financeiro.

“A Fifa tem orgulho de estar em sua posição financeira mais sólida de todos os tempos”, declarou.

Novas regras prometem mais rigor em campo

Além do aumento financeiro, a Fifa também anunciou mudanças importantes nas regras disciplinares da competição.

Uma das principais novidades é que jogadores que deixarem o campo em protesto contra decisões da arbitragem poderão receber cartão vermelho direto.

Outra medida que chamou atenção envolve atletas que cobrirem a boca durante confrontos com adversários em campo. Nesses casos, também poderá haver expulsão.

A decisão ganhou força após um episódio ocorrido em fevereiro, durante uma partida da Champions League, quando o atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, denunciou uma suposta fala racista de Gianluca Prestianni, do Benfica.

Na ocasião, a dificuldade de análise aconteceu porque o jogador cobriu a boca com a camisa antes de falar, o que gerou dúvidas e repercussão internacional.

Mudança nos cartões amarelos

Com o novo formato da Copa e a inclusão de uma fase extra de mata-mata, a Fifa também ajustou a regra de suspensão por cartões amarelos.

Agora, os cartões recebidos serão zerados após a fase de grupos e novamente depois das quartas de final.

A mudança busca evitar que atletas importantes fiquem fora de partidas decisivas por acúmulo de advertências em fases anteriores.

Outras decisões anunciadas

Entre outros temas definidos pelo Conselho da Fifa, também foi confirmado que a equipe feminina de refugiadas do Afeganistão poderá disputar competições organizadas pela entidade, em uma decisão vista como simbólica e de forte impacto social.

A fase final da Copa dos Campeões Feminina da Fifa de 2027 será realizada em Miami, entre os dias 27 e 31 de janeiro, reunindo seis clubes campeões continentais.

Já a Copa Ouro da Concacaf de 2027 acontecerá entre 19 de junho e 11 de julho.

Muito além do futebol

A cada nova decisão da Fifa, fica claro que a Copa do Mundo deixou de ser apenas um torneio esportivo e se tornou um palco global de negócios, política, inclusão e pressão social. Entre cifras milionárias e regras mais duras, o futebol segue tentando equilibrar espetáculo e responsabilidade. E, no fim, o torcedor continua esperando aquilo que dinheiro nenhum compra: emoção verdadeira dentro de campo.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Fifa

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