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Nexus/BTG: Lula empata com Flávio Bolsonaro e Caiado no 2º turno

Pesquisa ouviu 2.001 eleitores entre os dias 7 e 9 de agosto e mostra disputa apertada entre o presidente e nomes da direita; margem de erro é de dois pontos percentuais.

A corrida pela Presidência da República começa a ganhar contornos cada vez mais apertados, e os números revelam um cenário em que poucos pontos podem fazer diferença. Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (10) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em situação de empate técnico com dois nomes da direita em eventuais disputas de segundo turno: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

O levantamento ouviu 2.001 eleitores entre os dias 7 e 9 de agosto, por telefone, e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os dados mostram que, apesar da vantagem numérica de Lula em alguns cenários, a diferença está dentro da margem de erro.

Lula x Flávio Bolsonaro

Na simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador registra 44%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somam 8%, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 46%, enquanto Flávio aparecia com 45%. Houve, portanto, uma oscilação de um ponto percentual para cada candidato, mantendo a disputa dentro de uma faixa de proximidade.

Lula x Ronaldo Caiado

Contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 46% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 42%.

O índice de Caiado é exatamente o mesmo registrado na rodada anterior, enquanto Lula oscilou positivamente em relação aos 45% registrados anteriormente. Nesse cenário, 9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois nomes. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Lula x Romeu Zema

A pesquisa também testou uma eventual disputa entre Lula e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).

Nesse cenário, o presidente aparece com 47%, contra 40% de Zema. Lula oscilou positivamente um ponto percentual em relação à pesquisa anterior, quando tinha 46%, enquanto o ex-governador manteve os mesmos 40%.

Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos nomes representam 11%. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Lula x Renan Santos

Na simulação contra Renan Santos, coordenador do MBL e nome do partido Missão, Lula registra 46% das intenções de voto, enquanto o adversário aparece com 37%.

Nesse cenário, o presidente oscilou negativamente um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, quando marcava 47%. Renan Santos também apresenta um cenário com parcela expressiva de eleitores que não escolheriam nenhum dos candidatos: 14% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes.

Outros 3% não souberam ou não responderam.

Pesquisa mostra cenário ainda aberto

Os números reforçam que a disputa presidencial de 2026 permanece em movimento e que as diferenças entre os principais nomes podem sofrer alterações ao longo das próximas rodadas de pesquisa.

É importante lembrar que pesquisas de intenção de voto representam um retrato do momento em que foram realizadas e não antecipam o resultado das urnas. Mudanças no cenário político, na definição das candidaturas e na campanha podem alterar a preferência dos eleitores até a votação.

Metodologia

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.001 eleitores entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08428/2026.

Mais do que números isolados, a pesquisa revela um eleitorado diante de uma disputa que ainda está em construção. Com a eleição se aproximando, cada ponto percentual passa a representar uma parcela de brasileiros que pode mudar de posição, confirmar sua escolha ou ainda decidir quem terá sua confiança para comandar o país pelos próximos quatro anos.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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