Pesquisa divulgada nesta terça-feira (11) aponta empate técnico entre os dois candidatos; margem de erro é de dois pontos percentuais e cenário mostra 10% dos eleitores sem preferência por nenhum dos nomes.
A corrida presidencial de 2026 começa a desenhar um cenário de disputa cada vez mais apertado. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Gerp mostra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 45% das intenções de voto contra 43% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno.
A diferença de apenas dois pontos percentuais coloca os dois candidatos em empate técnico dentro da margem de erro do levantamento. O resultado revela um cenário de forte equilíbrio entre os nomes do PL e do PT e mostra que, neste momento, qualquer oscilação dentro do limite estatístico pode alterar a liderança da simulação.
Empate no limite da margem de erro
De acordo com a pesquisa, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 45% da preferência do eleitorado, enquanto Lula soma 43%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
O levantamento testou apenas um cenário de segundo turno entre os dois candidatos. Além dos votos atribuídos a Flávio e Lula, 10% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos dois. Outros 2% disseram não saber ou não quiseram responder.
Pesquisa ouviu 2.400 eleitores
A pesquisa do Instituto Gerp foi realizada entre os dias 6 e 10 de agosto e ouviu 2.400 eleitores de forma remota, abrangendo as cinco regiões do país.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08045/2026.
Com uma diferença tão estreita entre os dois principais nomes do cenário testado, a pesquisa coloca novamente o eleitor no centro de uma disputa que promete ser marcada por mudanças, movimentos de campanha e oscilações ao longo dos próximos meses. Ainda há um longo caminho até as urnas, mas os números mostram que, pelo menos neste recorte, a corrida presidencial já começa sob o signo do equilíbrio e com cada voto podendo fazer diferença.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Agência Senado e Palácio do Planalto













