Levantamento ouviu 3.840 eleitores entre 16 e 20 de agosto e mostra disputa apertada no primeiro turno, com Lula e Flávio Bolsonaro praticamente empatados.
A corrida presidencial de 2026 começa a revelar um cenário cada vez mais apertado, com diferenças que podem mudar de acordo com o adversário colocado diante do eleitor. Pesquisa do instituto Veritá divulgada nesta sexta-feira (21) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, enquanto a presença de Pablo Marçal (PRTB) em outra simulação leva a disputa para dentro da margem de erro.
No confronto direto entre Lula e Flávio, o senador aparece com 47,3% das intenções de voto, contra 42% do presidente. Outros 6,1% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4,6% não souberam ou não responderam.
Marçal e Lula aparecem tecnicamente empatados
Quando o adversário de Lula é Pablo Marçal, o cenário muda. O empresário registra 43,6% das intenções de voto, enquanto o presidente aparece com 42,7%. A diferença de 0,9 ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, configurando empate técnico.
Nesse cenário, 6,7% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo e 7% não souberam ou não responderam.
Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece numericamente à frente, com 41,2%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais soma 25%. Brancos e nulos representam 8,5% e outros 25,3% não souberam ou não responderam.
Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 40,4%, ante 23,7% do ex-governador de Goiás. Nesse recorte, 9% escolheriam branco ou nulo e 26,9% não souberam ou não responderam.
Já contra Renan Santos (Missão), Lula aparece com 40,5%, enquanto o empresário soma 16,2%. Brancos e nulos representam 14,1% e 29,2% não souberam ou não responderam.
Flávio aparece à frente nos demais cenários testados
A pesquisa também simulou disputas de segundo turno com Flávio Bolsonaro. Contra Pablo Marçal, o senador aparece com 44,7%, enquanto o empresário registra 9%. Brancos e nulos somam 19,4% e 26,9% não souberam ou não responderam.
No confronto com Romeu Zema, Flávio chega a 46,5%, contra 6,8% do ex-governador. Nesse cenário, 20,4% escolheriam branco ou nulo e 26,2% não souberam ou não responderam.
Contra Ronaldo Caiado, o senador registra 46,5%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 8,9%. Brancos e nulos somam 18% e 26,5% não souberam ou não responderam.
Já diante de Renan Santos, Flávio aparece com 46,4%, contra 8,1% do empresário. Outros 17,1% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 28,3% não souberam ou não responderam.
Primeiro turno mostra disputa praticamente empatada
O levantamento também testou uma simulação de primeiro turno e encontrou uma disputa muito próxima entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente aparece numericamente na liderança, com 39,3%, seguido pelo senador, com 39,1%. A diferença é de apenas 0,2 ponto percentual.
Na sequência aparecem Pablo Marçal, com 5,2%; Renan Santos, com 3,8%; Ronaldo Caiado, com 3,3%; e Augusto Cury (Avante), com 2,2%.
Romeu Zema soma 1,3%, enquanto Clariana Barão (DC) aparece com 0,8%. Samara Martins (UP) e Hertz Dias (PSTU) registram 0,4% cada. Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 0,1% cada.
Brancos e nulos representam 1,8% dos entrevistados, enquanto 2,4% não souberam ou não responderam.
Pesquisa ouviu 3.840 eleitores
O levantamento do instituto Veritá foi realizado entre os dias 16 e 20 de agosto e ouviu 3.840 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04006/2026.
Os números ajudam a dimensionar o momento atual da corrida presidencial, mas também mostram o quanto a disputa permanece aberta. Com diferenças pequenas em alguns cenários e uma parcela significativa de eleitores ainda sem decisão em determinadas simulações, a eleição começa a desenhar um caminho que poderá mudar muitas vezes até a chegada às urnas. Afinal, em uma disputa nacional, cada ponto percentual representa milhares de escolhas e cada novo movimento de campanha pode transformar o desenho da corrida.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução/Arte CNN













