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Furto de energia já levou a 90 prisões e seis condenações em Rondônia em 2026

Balanço da Energisa aponta avanço das ações contra ligações clandestinas; em 2025, prática provocou perda de mais de R$ 179 milhões em ICMS no estado.

As ligações clandestinas de energia, que muitas vezes parecem uma forma de economizar na conta, podem terminar em consequências que vão muito além do prejuízo financeiro. Em Rondônia, 90 pessoas já foram presas em 2026 por furto de energia elétrica e seis casos resultaram em condenações pela Justiça, segundo balanço divulgado pela Energisa Rondônia.

Os números são resultado das fiscalizações realizadas ao longo do ano para identificar ligações irregulares. Durante as ações, equipes técnicas e forças de segurança reúnem elementos que passam a integrar as investigações e podem ser utilizados para comprovar a prática criminosa.

Furto de energia pode levar à prisão

O furto de energia elétrica está previsto no artigo 155 do Código Penal e pode resultar em pena de até oito anos de prisão. Além da responsabilização criminal, o autor da irregularidade pode ser obrigado a pagar pelo consumo de energia não registrado, custos administrativos e outras medidas previstas na legislação.

Para o gerente do Departamento de Combate a Perdas da Energisa Rondônia, Daniel Andrade, as condenações reforçam que as ligações clandestinas não são uma prática sem consequências e ainda representam risco para toda a comunidade.

“Essas decisões deixam claro que o furto de energia não é uma prática sem consequências. Além de ser crime, as ligações clandestinas colocam vidas em risco e podem prejudicar o fornecimento de energia para toda a comunidade”, afirmou.

Prejuízo também chega aos cofres públicos

Além dos riscos de acidentes e dos impactos no fornecimento de energia, o problema também provoca perdas para a arrecadação estadual.

Segundo o balanço apresentado pela Energisa, Rondônia deixou de arrecadar mais de R$ 179 milhões em ICMS em 2025 em razão do furto de energia.

Para dimensionar o impacto desse valor, a empresa estima que a quantia seria suficiente para a compra de aproximadamente 1.200 viaturas policiais ou para a construção de cerca de 60 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Os números mostram que o furto de energia não se limita a uma irregularidade entre consumidor e concessionária. Quando a prática se espalha, os prejuízos acabam alcançando toda a sociedade, seja pelos riscos à segurança, pelos impactos no fornecimento ou pela perda de recursos que poderiam retornar à população em serviços públicos. Em Rondônia, o avanço das prisões e condenações mostra que as autoridades estão apertando o cerco contra uma prática que pode custar muito mais do que uma conta de luz.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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