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Midterms: votação avança em mais 18 estados dos EUA e disputa pelo Congresso ganha força

Eleitores de estados como Texas, Flórida, Geórgia e Pensilvânia começam a votar; eleições de meio de mandato definirão a composição do Congresso americano e podem alterar o equilíbrio de forças no governo Donald Trump.

O futuro político dos Estados Unidos começa a ganhar novos contornos nesta terça-feira (3), com milhões de eleitores indo às urnas para participar das Eleições de Meio de Mandato, conhecidas como Midterms. Mais do que escolher representantes, a votação coloca em jogo o equilíbrio de poder em Washington e pode definir os rumos da segunda metade do mandato do presidente Donald Trump.

A partir das 9h, pelo horário de Brasília, os locais de votação foram abertos em mais 18 estados americanos, entre eles Texas, Flórida, Geórgia e Pensilvânia. A disputa é acompanhada de perto pelos dois principais partidos do país: os republicanos tentam preservar a maioria no Congresso, enquanto os democratas buscam conquistar espaço suficiente para assumir o controle de uma ou das duas Casas legislativas.

Disputa pelo controle do Congresso

As eleições de meio de mandato são consideradas um importante termômetro político da administração presidencial. Diferentemente das eleições presidenciais, realizadas a cada quatro anos, as Midterms acontecem na metade do período de governo e podem modificar significativamente a correlação de forças entre republicanos e democratas.

Nesta terça-feira, os eleitores dos seguintes estados começaram a votar às 9h, no horário de Brasília:

  • Carolina do Sul
  • Geórgia
  • Alabama
  • Delaware
  • Flórida
  • Maryland
  • Massachusetts
  • Mississippi
  • Oklahoma
  • Pensilvânia
  • Rhode Island
  • Dakota do Sul
  • Iowa
  • Kansas
  • Michigan
  • Minnesota
  • Wisconsin
  • Texas

Em Dakota do Norte, a abertura das seções ocorre entre 9h e 10h. Já no Arkansas, os locais de votação começaram a receber eleitores às 9h30, sempre considerando o horário de Brasília.

Vermont foi o primeiro estado a iniciar a votação, às 7h. Localizado no nordeste americano, próximo à fronteira com o Canadá, o estado tem previsão de encerramento das atividades às 21h.

Às 8h, também pelo horário de Brasília, as urnas foram abertas em Nova York, Nova Jersey, Indiana, Kentucky, Virgínia, Connecticut, Illinois, Missouri e Louisiana.

Horários de fechamento e apuração

O encerramento da votação ocorrerá em horários diferentes, conforme os fusos horários e as regras de cada estado. A apuração será acompanhada ao longo do dia e da noite, à medida que os locais de votação encerrarem suas atividades.

A ordem de fechamento das urnas, entretanto, não significa necessariamente que os resultados serão divulgados na mesma sequência. O tempo necessário para contabilizar os votos varia entre os estados e depende de fatores como a quantidade de votos antecipados e aqueles enviados pelo correio.

O que está em jogo nas eleições americanas?

Na Câmara dos Representantes, os 435 assentos estarão em disputa. Os deputados americanos têm mandatos de dois anos, e os democratas precisam conquistar pelo menos três cadeiras para assumir o controle da Casa.

No Senado, serão renovadas 35 das 100 cadeiras. Como os mandatos dos senadores são de seis anos, a disputa envolve uma parcela importante da composição legislativa.

Atualmente, os republicanos possuem vantagem de 53 a 47 no Senado. Considerando que o vice-presidente JD Vance tem a prerrogativa de desempatar votações, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras para alcançar a maioria efetiva na Casa.

Além das vagas no Congresso, os americanos também escolherão 36 governadores, representantes para mais de 6 mil assentos nas legislaturas estaduais e ocupantes de outros cargos públicos, como procuradores-gerais e secretários de Estado. Também serão submetidas à votação dezenas de propostas de emendas constitucionais.

Uma eleição que pode mudar os rumos de Washington

Mais do que uma renovação de mandatos, as Midterms representam um momento decisivo para a política americana. O resultado poderá ampliar a influência do presidente Donald Trump no Congresso ou fortalecer a oposição democrata, criando novos obstáculos para a agenda do governo.

Com milhões de votos em disputa e atenção internacional voltada para os Estados Unidos, cada cadeira conquistada pode fazer diferença nas decisões políticas dos próximos anos. O resultado das urnas não definirá apenas quem ocupará os espaços de poder, mas também o equilíbrio entre governo e oposição em uma das democracias mais influentes do mundo.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN Brasil

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