Vigilância Sanitária intensifica fiscalização em bares e distribuidoras para prevenir riscos à saúde da população.
Com mais de 40 casos de intoxicação por metanol registrados no Brasil, a cidade de Jaru saiu na frente em Rondônia ao lançar um alerta à população e intensificar a fiscalização em estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas. A medida busca evitar a comercialização de produtos adulterados, que representam grave ameaça à saúde.
Fiscalização em bares e distribuidoras
De acordo com o Departamento de Vigilância Sanitária, equipes de fiscalização já estão visitando bares, restaurantes e distribuidoras para identificar possíveis irregularidades. Bebidas sem origem, sem rótulo, sem nota fiscal ou com indícios de adulteração serão imediatamente retiradas de circulação.
O coordenador da Divisão de Vigilância Sanitária, Francinei Pereira Neves, reforça a importância de comerciantes adquirirem bebidas apenas de fornecedores regularizados. “É fundamental observar os lacres, rótulos, selos fiscais, informações do fabricante e número de lote. Produtos que não atendam a esses critérios serão apreendidos”, alertou.
Orientações à população
Os consumidores também devem redobrar a atenção. O consumo de bebidas sem rótulo, sem lacre ou de procedência desconhecida deve ser evitado. Em caso de sintomas como dor de cabeça intensa, visão turva, tontura, falta de ar, náuseas ou confusão mental após ingerir bebida alcoólica, a recomendação é procurar imediatamente atendimento médico e relatar o histórico de ingestão.
Suspeitas de produtos falsificados ou adulterados podem ser comunicadas à Vigilância Sanitária de Jaru pelo telefone (69) 99281-5400 ou pelo e-mail visajaru@jaru.ro.gov.br. Também é possível acionar a Polícia Civil e o canal Disque-Intoxicação/ANVISA: 0800 722 6001.
Um alerta que salva vidas
A iniciativa de Jaru demonstra a importância da prevenção e do cuidado coletivo. Diante de um risco invisível e potencialmente letal, cada ação de fiscalização, cada denúncia feita e cada escolha consciente do consumidor pode significar a diferença entre segurança e tragédia. É um lembrete de que saúde pública se constrói com responsabilidade compartilhada.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Rondoniagora













