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Lula viaja para a Malásia sem definir substituto de Barroso no STF

Expectativa era de anunciar Jorge Messias antes da viagem, mas data para escolha da nova vaga volta a ficar indefinida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou nesta terça-feira (21) para a Malásia sem anunciar o nome que ocupará a vaga deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, esperava-se que Lula confirmasse a indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, antes de deixar o país, mas a decisão agora permanece em aberto.

Reuniões e articulações políticas

Nos últimos dias, Lula se reuniu com aliados e magistrados para avaliar perfis possíveis para a Corte. Em 14 de outubro, o presidente recebeu Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes em um jantar, ocasião em que os ministros reforçaram que o STF continuará sendo alvo de ataques nos próximos anos e que o indicado precisa ser alguém firme na defesa da democracia e das instituições.

Três dias depois, Lula também jantou com o próprio Barroso no Palácio da Alvorada. Já na noite de segunda-feira (20), se encontrou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsável por articular o calendário da sabatina no Congresso. Entre os nomes em análise, surge como favorito o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ainda que a decisão final dependa de avaliação política e institucional mais ampla.

Implicações da escolha

A definição do substituto de Barroso é considerada estratégica, pois o novo ministro precisará atuar em um cenário de forte polarização política e de ataques frequentes à Corte. A escolha envolve não apenas a qualificação técnica, mas também a capacidade de resistir a pressões externas e preservar a estabilidade institucional.

Enquanto a decisão não é anunciada, o STF permanece com a lacuna aberta, reforçando a atenção da sociedade e dos poderes Legislativo e Executivo sobre o processo de indicação. A expectativa é que, quando escolhido, o novo ministro do Supremo seja capaz de garantir a independência da Corte e proteger os pilares da democracia brasileira.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Folha de Curitiba

Reportagem: CNN Brasil

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