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Baleado e sequestrado, homem foge de criminosos e caminha 4 km ferido na BR-319

Vítima de 29 anos foi atingida por três disparos, levada à força por suspeitos e conseguiu escapar mesmo gravemente ferida, em Porto Velho.

A luta pela sobrevivência falou mais alto em uma noite marcada pela violência e pelo desespero. Mesmo baleado e levado por criminosos, um homem de 29 anos encontrou forças para fugir, atravessar a mata e caminhar quilômetros até conseguir ajuda, em um episódio que impressiona pela brutalidade e pela resistência da vítima.

O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (26), na comunidade Cidade Alta, no km 9 da BR-319, em Porto Velho, sentido Humaitá. Segundo relato da vítima, ele estava próximo de casa quando foi surpreendido por dois homens armados.

Abordagem violenta e primeiros disparos

De acordo com o homem, os suspeitos o acusaram de ter furtado uma bomba de poço. Durante a abordagem, os criminosos efetuaram disparos e atingiram a mão esquerda da vítima.

Na sequência, ele foi colocado à força em uma caminhonete e levado até o km 13 da rodovia, onde a situação se agravou ainda mais.

Novos tiros e fuga pela mata

No segundo ponto da ação, os criminosos voltaram a atirar, atingindo o braço direito e o tórax do homem. Mesmo ferido e em estado crítico, ele conseguiu reagir e fugir, correndo em direção a uma área de mata.

Ferido e sob risco, o homem percorreu cerca de quatro quilômetros até conseguir retornar à própria residência, onde pediu ajuda.

Socorro e estado de saúde

A vítima foi atendida por uma equipe de resgate e encaminhada ao Hospital João Paulo II, onde permaneceu internada para cuidados médicos.

Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão dos suspeitos.

Sobreviver virou o único caminho

Entre tiros, medo e dor, a caminhada pela mata se transformou em um ato de sobrevivência. Em meio à escuridão e aos ferimentos, cada passo foi uma tentativa de permanecer vivo: um lembrete duro de que, em situações extremas, a força humana pode surgir mesmo quando tudo parece perdido.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Rondoniagora

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