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Brasil chega pressionado à Copa após baixo desempenho contra campeões e revive debate sobre Neymar

Aproveitamento de apenas 25% contra seleções campeãs do mundo expõe fragilidade no ciclo; derrota para a França reacende questionamentos e coloca amistoso contra a Croácia sob tensão.

A derrota por 2 a 1 para a Seleção Francesa, nesta quinta-feira (26), não foi apenas mais um resultado negativo. Ela escancarou um incômodo que acompanha a Seleção Brasileira há meses: a dificuldade em se impor diante das principais potências do futebol mundial às vésperas da Copa.

Desde a eliminação para a Seleção Croata no último Mundial, o Brasil enfrentou seleções campeãs do mundo oito vezes. O saldo preocupa: apenas uma vitória, três empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 25% no ciclo.

Retrospecto acende alerta antes da Copa

A única vitória brasileira no período foi contra a Seleção Inglesa, em 23 de março de 2024, no estádio de Wembley. Na ocasião, Endrick marcou o gol do triunfo por 1 a 0, em jogo que marcou a estreia de Dorival Júnior no comando da equipe.

Por outro lado, os tropeços foram marcantes. O Brasil perdeu duas vezes para a Seleção Argentina, incluindo a goleada por 4 a 1, em 25 de março de 2025, resultado que culminou na saída de Dorival. Também houve derrota para o Uruguai e empate com a Seleção Espanhola, além da queda nos pênaltis na Copa América.

O cenário evidencia uma seleção que ainda busca consistência justamente contra adversários que encontrará em momentos decisivos.

Ancelotti sob pressão e foco no último teste

Agora sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil tenta reorganizar a equipe a poucos dias da definição da lista final para a Copa. O próximo desafio será justamente contra a Croácia, na terça-feira (31), em Orlando, no último amistoso antes da convocação.

A preparação segue intensa, com treinos programados entre os dias 27 e 30, além de entrevistas coletivas que devem servir para medir o clima interno após mais um revés.

A “sombra” de Neymar volta ao centro do debate

Mas não é apenas o desempenho em campo que preocupa. A ausência de Neymar voltou a dominar as discussões. Durante a derrota para a França, torcedores chegaram a cantar o nome do camisa 10, evidenciando a carência de uma referência técnica no time.

Após a partida, jogadores foram questionados sobre o astro, mas Ancelotti evitou comentar o assunto. O treinador, inclusive, chegou a acompanhar um jogo do Santos neste mês, mas Neymar não atuou por controle de carga.

Na atual temporada, o atacante soma apenas cinco partidas, com três gols e duas assistências — números que ainda deixam dúvidas sobre seu ritmo ideal para uma competição de alto nível.

Entre dúvidas e esperança

Com mais um teste decisivo pela frente, o Brasil entra na reta final de preparação cercado por questionamentos, pressão e expectativas. O talento segue sendo indiscutível, mas os resultados recentes mostram que ainda há um caminho a ser percorrido.

No fim, a Seleção carrega não apenas a camisa mais pesada do futebol mundial, mas também o desafio de transformar desconfiança em confiança porque, em Copas, não basta ter história. É preciso provar, mais uma vez, que ela ainda pode ser escrita.

Texto: Daniela Castelo Branco

Texto: Divulgação/Getty Images

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