Adolescente já recebeu alta; outra vítima segue internada em estado estável após atentado que deixou uma turista morta e vários feridos.
O que deveria ser um passeio marcado por história, beleza e contemplação acabou se transformando em momentos de pânico e dor. Entre turistas de diferentes partes do mundo, duas brasileiras viram uma visita às pirâmides de Teotihuacán ser interrompida por um ataque a tiros que chocou a comunidade internacional.
O atentado aconteceu na última segunda-feira e deixou uma turista canadense morta, além de pelo menos 13 feridos. Entre eles, estão uma adolescente brasileira de 13 anos e uma mulher de 55 anos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a jovem já recebeu alta e está com a família, enquanto a outra vítima segue internada, em estado estável e fora de risco.
Ataque em local turístico movimentado
De acordo com autoridades mexicanas, o crime ocorreu por volta das 11h20, em um dos horários de maior circulação no sítio arqueológico, localizado a menos de uma hora da Cidade do México. O atirador, identificado como Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos, abriu fogo contra turistas e, em seguida, tirou a própria vida.
As investigações indicam que o ataque não foi um ato impulsivo. Segundo o procurador do Estado do México, o suspeito já havia visitado o local em outras ocasiões e se hospedado em hotéis próximos, o que levanta a hipótese de planejamento prévio.
Vítimas de diferentes nacionalidades
Além das brasileiras, o ataque atingiu turistas de várias partes do mundo, incluindo cidadãos dos Estados Unidos, Colômbia, Rússia e Holanda. A diversidade das vítimas reforça o impacto global do ocorrido, já que o local é um dos destinos turísticos mais visitados do México.
O embaixador dos Estados Unidos no país, Ronald Johnson, manifestou preocupação e solidariedade às vítimas, destacando a gravidade do episódio e a necessidade de respostas rápidas por parte das autoridades.
Assistência e investigação
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que está prestando assistência consular às brasileiras e suas famílias. Já as autoridades mexicanas abriram investigação para esclarecer a motivação do crime e anunciaram o reforço da segurança na região.
O caso segue cercado de perguntas, especialmente sobre o que teria levado o autor a cometer o ataque em um local tão simbólico e frequentado por turistas do mundo inteiro.
No fim, o episódio deixa uma marca difícil de apagar. Um espaço que carrega séculos de história e significado foi, por instantes, tomado pela violência. E, mais uma vez, o mundo se vê diante de uma realidade inquietante: nem mesmo os lugares que deveriam representar paz e conexão com o passado estão completamente livres do inesperado.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução













