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Operação interestadual mira “Zeus” e desmonta núcleo de facção criminosa

Ação integrada mobiliza 240 agentes e atinge núcleo estratégico de uma das organizações criminosas mais violentas em atuação no país.

Era pouco depois do amanhecer quando as sirenes romperam o silêncio em três estados brasileiros. Em uma operação que carrega o peso de meses de investigação e o esforço conjunto de dezenas de equipes, a Polícia Civil de Rondônia deflagrou, nesta sexta-feira (12), uma megaoperação que mira diretamente o coração de uma organização criminosa apontada como uma das mais violentas em atividade no país. No centro dessa trama, um nome já conhecido das forças de segurança: Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, o “Zeus”.

Alvo prioritário e mandados simultâneos

Ao todo, 65 mandados judiciais foram expedidos e cumpridos simultaneamente em Rondônia, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Entre eles, 22 prisões preventivas, 15 medidas cautelares e 28 buscas e apreensões. O avanço no Rio de Janeiro, onde a facção mantinha parte de sua estrutura estratégica, foi considerado crucial para desarticular núcleos internos do grupo.

Mais de 240 profissionais participaram da ação, considerada uma das maiores operações interestaduais de 2024 conduzidas pela Polícia Civil rondoniense.

“Tribunal do crime” e estrutura financeira

As investigações revelaram a existência de um “tribunal do crime”, responsável por ordenar homicídios e execuções em todo o eixo onde a facção atuava. O esquema também envolvia um núcleo financeiro com movimentações suspeitas e um setor dedicado à doutrinação de novos integrantes: um dos pilares para sustentar a expansão do grupo nos últimos anos.

Tais estruturas, segundo a polícia, eram fundamentais para garantir o domínio territorial da facção e o fortalecimento de sua rede de influência interestadual.

Força-tarefa integrada

A operação foi coordenada pela DRACO 2, com apoio da Delegacia Regional de Vilhena, e contou com integração decisiva da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec). O trabalho conjunto envolveu desde suporte logístico até o compartilhamento de inteligência entre forças policiais de Rondônia, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Equipes especializadas de cada estado atuaram de forma articulada para o cumprimento simultâneo dos mandados, garantindo o elemento surpresa e reduzindo a possibilidade de fuga dos alvos.

Um avanço que representa mais que números

Para além das prisões e apreensões, a operação desta sexta-feira leva consigo um simbolismo importante: o de que, mesmo diante de facções cada vez mais conectadas e violentas, o Estado segue avançando, reorganizando estratégias e somando forças. A queda de núcleos essenciais da organização ligada a “Zeus” não encerra a luta, mas reacende a esperança de que o enfrentamento ao crime organizado segue firme, coordenado e atento aos novos desafios de segurança pública no país.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/PC -RO

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