Investigação revela atuação de organização criminosa liderada por uma mulher apontada como a “matriarca” do grupo.
A manhã desta sexta-feira (7) começou com uma grande operação policial que expôs as ramificações do crime organizado que atravessava fronteiras entre Rondônia e Amazonas. A chamada Operação Matriarca, deflagrada pela Polícia Civil de Rondônia, revelou um esquema sofisticado de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, chefiado, segundo as investigações, por uma mulher: a “mãe” que comandava de forma fria e calculada um império ilícito familiar.
A força-tarefa que cruzou fronteiras
A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Repressão a Entorpecentes (Denarc), com o apoio da CORE, DEPOM, DPE, DECCOR, DHPP, além da Polícia Federal, da Polícia Civil do Amazonas e da Receita Federal. Juntas, essas forças deram cumprimento a mais de 50 medidas cautelares, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de bens e quebras de sigilos bancário e fiscal.
As operações aconteceram simultaneamente em Porto Velho, Guajará-Mirim e Apuí (AM), numa ofensiva planejada para atingir em cheio os principais articuladores da rede. A investigação começou após a apreensão de uma carga de drogas em uma transportadora de Porto Velho, resultado de uma ação conjunta com a Receita Federal. A partir desse ponto, a teia criminosa começou a ser desfiada.
O império da “matriarca”
O que parecia uma operação isolada revelou-se um complexo esquema de tráfico interestadual, sustentado por forte movimentação financeira e ramificações estruturadas entre os dois estados. O nome “Matriarca” não foi escolhido por acaso: a mulher apontada como líder exercia o controle da organização ao lado do próprio filho, transformando o negócio familiar em um perigoso império do crime.
Segundo a Polícia Civil, a atuação da líder demonstrava um grau de organização e influência que surpreendeu até os investigadores mais experientes. O grupo mantinha um padrão de vida elevado, sustentado pelos lucros milionários provenientes da venda de entorpecentes.
Reflexão além da notícia
Mais do que números, mandados e apreensões, a Operação Matriarca expõe a profundidade das feridas sociais deixadas pelo tráfico, que muitas vezes começa dentro de lares e termina em histórias de destruição. Ao mesmo tempo, é um lembrete da força e persistência das forças de segurança, que seguem combatendo o crime em todas as frentes, inclusive aquelas que nascem sob o disfarce dos próprios laços familiares.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Correio da Mata













