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Suspeitos de matar fazendeiro em Rondônia são presos no Acre após confronto com a polícia

Crime brutal ocorrido em maio de 2025 ganha novos desdobramentos após operação realizada em 31 de março de 2026.

Quase um ano depois de um crime que chocou pela violência e crueldade, a busca por justiça avança, trazendo respostas, mas também reabrindo feridas. A morte do fazendeiro conhecido como “João Sucuri” volta ao centro das atenções com a prisão de suspeitos envolvidos no caso.

Dois irmãos foram capturados na zona rural de Rio Branco, durante uma operação realizada na terça-feira, 31 de março de 2026, pela Polícia Militar do Acre. Eles são apontados como suspeitos de participação no assassinato de João Paulino da Silva Sobrinho, ocorrido em maio de 2025, no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho.

Prisão após troca de tiros

De acordo com informações da polícia, os suspeitos foram localizados no km 160 da Rodovia Transacreana, após um trabalho de inteligência que indicava que estavam escondidos na região desde o final de dezembro de 2025.

Durante a abordagem, houve confronto armado. Dois homens foram presos, enquanto um terceiro conseguiu fugir e segue sendo procurado pelas autoridades.

A operação contou com a atuação do Grupo Especial de Operações em Fronteiras e do Patrulhamento Rural do 1º Batalhão da Polícia Militar do Acre.

Crime marcado pela brutalidade

O caso ganhou grande repercussão na época pela violência empregada. João Sucuri foi morto com vários disparos, atingido principalmente na cabeça e no rosto, e morreu ainda no local.

Após o assassinato, os criminosos cometeram um ato que chocou ainda mais: a orelha esquerda da vítima foi decepada.

O crime aconteceu em uma área rural do distrito de Nova Califórnia, região que já enfrenta desafios relacionados à segurança e à presença de grupos criminosos.

Investigações e desdobramentos

Entre os presos está um dos principais suspeitos de envolvimento direto no homicídio. Já outro detido, segundo a Polícia Militar do Acre, não teria ligação direta com o assassinato, mas foi autuado por porte ilegal de arma de fogo.

As buscas continuam para localizar o terceiro suspeito que conseguiu fugir durante a ação.

O caso segue sob investigação e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.

Mais do que uma resposta policial, a prisão representa um passo importante para familiares e para uma comunidade que ainda convive com o impacto de um crime tão brutal. Mas, ao mesmo tempo, reforça uma realidade dura: enquanto a justiça avança, a sensação de insegurança ainda persiste, lembrando que cada história como essa carrega não apenas números, mas vidas interrompidas e marcas difíceis de apagar.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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