Inquérito aponta crime premeditado para roubo de veículo e detalha participação dos envolvidos. Denúncia já foi recebida pela Justiça e processo segue em andamento.
A conclusão de uma investigação representa mais do que o encerramento de um inquérito. Para familiares e amigos da vítima, significa a possibilidade de respostas diante de um crime que chocou Porto Velho pela violência e pela tentativa de apagar qualquer vestígio. Nesta terça-feira, a Polícia Civil anunciou o desfecho das investigações sobre o latrocínio de Adalberto Pereira Monteiro, de 36 anos, cujo corpo foi lançado nas águas do Rio Madeira após o assassinato.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Repressão a Extorsões, Roubos e Furtos (DERF) e esclareceu não apenas o latrocínio, mas também os crimes de ocultação de cadáver, receptação e favorecimento pessoal. Segundo a corporação, o trabalho permitiu reconstruir a dinâmica dos fatos, identificar os responsáveis e reunir um conjunto robusto de provas.
Crime teria sido planejado
De acordo com o inquérito, Wesley A.T., de 18 anos, e o adolescente identificado pelas iniciais L.M.T. planejaram previamente a morte da vítima com o objetivo de roubar seu veículo.
Após o assassinato, o corpo de Adalberto foi lançado no Rio Madeira numa tentativa de ocultar o crime. Em seguida, o automóvel foi levado para uma oficina localizada em Porto Velho, onde começou a ser desmontado e teve seus sinais identificadores adulterados para facilitar a venda das peças.
As investigações apontam que toda a ação foi previamente organizada, desde a execução do crime até a tentativa de ocultação das evidências e de obtenção de lucro com o veículo roubado.
Investigação esclareceu a dinâmica dos fatos
Segundo a Polícia Civil, a identificação dos envolvidos foi possível após a coleta de depoimentos, cruzamento de informações e o avanço das diligências investigativas.
O trabalho da DERF confirmou que o homicídio e o roubo do automóvel faziam parte de uma ação criminosa premeditada, permitindo a individualização das condutas atribuídas a cada investigado.
Relembre o caso
Adalberto Pereira Monteiro desapareceu na madrugada de 16 de junho de 2026, após sair para um encontro.
Poucas horas depois, policiais militares localizaram o veículo da vítima em uma oficina no bairro Aeroclube, onde já estava em processo de desmanche, fato que deu início às investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Rondônia (MPRO), que apresentou denúncia contra o investigado maior de idade. A denúncia foi recebida pelo Poder Judiciário, e a ação penal já está em tramitação.
Em relação ao adolescente, o caso seguirá os procedimentos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ao anunciar o encerramento da investigação, a Polícia Civil reafirmou seu compromisso com a apuração rigorosa de crimes graves, destacando que a responsabilização dos envolvidos é um passo importante não apenas para a aplicação da Justiça, mas também para oferecer uma resposta à sociedade diante de um crime que causou forte comoção na capital rondoniense.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Policia Civil













