Mobilização ocorre em meio às negociações da campanha salarial de 2026; em Porto Velho, ato começa às 8h, em frente a uma agência do Bradesco.
A rotina de milhares de clientes bancários em Rondônia poderá ser afetada nesta quinta-feira (20), quando trabalhadores do setor cruzam os braços por 24 horas em adesão à paralisação nacional da categoria. O movimento acontece em um momento decisivo das negociações salariais de 2026 e busca pressionar os bancos diante das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Em Porto Velho, a mobilização começa às 8h, em frente à agência do Bradesco localizada na avenida Carlos Gomes. A paralisação foi aprovada em assembleia geral extraordinária realizada na segunda-feira (17) e comunicada pelo Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado de Rondônia (SEEB-RO) às instituições financeiras, aos usuários e à população.
Categoria cobra reajuste e melhores benefícios
Entre as principais reivindicações dos bancários estão um aumento real de 5% nos salários e demais verbas, a elevação do piso salarial da categoria, reajustes nos valores do vale-refeição e do vale-alimentação e mudanças nas regras de participação nos lucros e resultados, a chamada PLR.
A mobilização foi aprovada também em assembleias realizadas em outros estados e posteriormente confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. Apesar da paralisação nacional, a adesão depende da participação dos trabalhadores em cada região.
Isso significa que o movimento não representa necessariamente o fechamento de todas as agências bancárias. A quantidade de unidades afetadas poderá variar conforme a adesão dos funcionários em cada localidade.
Trabalhadores em home office também participam
A mobilização envolve ainda os bancários que trabalham em regime de home office. Esses profissionais foram orientados a não acessar os sistemas das instituições financeiras e também a não registrar o ponto durante as 24 horas de paralisação.
Para os clientes, a recomendação é utilizar os aplicativos e os serviços de internet banking sempre que possível. Operações disponíveis pelos canais digitais poderão continuar sendo realizadas normalmente, mesmo durante a mobilização.
Negociações começaram em julho
A campanha salarial dos bancários teve início com a entrega da pauta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em 24 de junho. As negociações entre representantes dos trabalhadores e dos bancos começaram em 2 de julho.
O Comando Nacional dos Bancários afirma que ainda aguarda uma proposta das instituições financeiras para as reivindicações econômicas apresentadas pela categoria.
Por outro lado, Fenaban e Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam a pauta em 24 de junho e sustentam que o calendário de negociações permanece dentro do cronograma estabelecido.
A paralisação ocorre às vésperas da data-base dos bancários e aumenta a pressão sobre as instituições financeiras justamente em uma etapa importante das negociações. Para os trabalhadores, o movimento representa uma tentativa de fortalecer a mesa de negociação e garantir avanços nas condições salariais e profissionais. Para os clientes, fica o alerta de que a mobilização pode alterar a rotina de atendimento presencial, exigindo atenção e planejamento para quem precisa dos serviços bancários nesta quinta-feira.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













