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Atlas/Estadão: desaprovação de Lula chega a 56% em São Paulo e acende alerta político

Pesquisa divulgada em 1º de abril de 2026 mostra cenário desafiador no maior colégio eleitoral do país.

Em um país onde cada número carrega sentimentos, expectativas e frustrações, os dados mais recentes sobre a avaliação do governo voltam a mexer com o cenário político. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, a percepção do eleitor parece refletir um momento de tensão, cobrança e dúvidas sobre o futuro.

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, pelo instituto AtlasIntel em parceria com o Estadão mostra que 56% dos paulistas desaprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 43% aprovam sua gestão. Outros 1% não souberam responder.

Avaliação negativa supera aprovação

Além dos índices de aprovação, o levantamento também mediu a avaliação do governo. Nesse recorte, o cenário é ainda mais desafiador: 55% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 35% a consideram ótima ou boa. Outros 10% avaliam como regular.

Os números reforçam uma tendência que já vinha sendo observada em pesquisas anteriores, indicando que a desaprovação tem superado a aprovação em diferentes momentos do atual mandato. No início de 2026, por exemplo, levantamentos do mesmo instituto já apontavam índices próximos, com mais de 50% de desaprovação em nível nacional .

São Paulo como termômetro político

O resultado em São Paulo tem peso estratégico. Historicamente, o estado exerce forte influência nas eleições presidenciais e costuma refletir movimentos importantes do eleitorado, especialmente em cenários polarizados.

Apesar disso, o quadro não é totalmente desfavorável ao presidente. Em cenários eleitorais recentes para 2026, Lula ainda aparece competitivo e lidera disputas contra diferentes adversários, o que mostra que aprovação e intenção de voto nem sempre caminham juntas .

Esse descompasso revela um eleitor mais crítico, que pode reprovar a gestão, mas ainda não definiu completamente uma alternativa consolidada.

Metodologia e alcance da pesquisa

O levantamento ouviu 2.254 eleitores do estado de São Paulo entre os dias 24 e 27 de março de 2026, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi financiada pelo próprio instituto e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01079/2026.

Entre números e sentimentos

Mais do que estatísticas, os números revelam um momento de cobrança intensa por respostas. O custo de vida, a economia e o cenário internacional pesam no dia a dia do eleitor, influenciando percepções e decisões.

No fim, cada percentual carrega histórias reais. São pessoas que sentem no bolso, na rotina e nas expectativas o impacto das decisões políticas. E, diante desse cenário, a pergunta que permanece é silenciosa, mas poderosa: o que será capaz de reconectar o governo com a confiança de quem, hoje, demonstra mais dúvida do que esperança?

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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