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Em reunião com Lula, Alcolumbre deve defender Pacheco para vaga no STF

Presidente do Senado relatará possíveis dificuldades de aprovação de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nos próximos dias com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar da indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sucederá o ministro Luís Roberto Barroso. O encontro deve trazer à mesa uma avaliação política delicada sobre os nomes cotados para a vaga.

Senadores próximos a Alcolumbre indicam que o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seria um nome com maior chance de aprovação, enquanto o atual favorito do governo, o advogado-geral da União Jorge Messias, poderia enfrentar resistência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Avaliação de senadores sobre Messias

De acordo com relatos obtidos pela CNN Brasil, senadores da base avaliam que a aprovação de Messias não será fácil. A preocupação se fundamenta em votações anteriores apertadas, como a do ministro Flávio Dino, que obteve 47 votos favoráveis, e na desconfiança sobre a disposição de Messias em atender senadores após eventual nomeação.

“Há um clima de incerteza sobre a relação que ele terá com o Congresso”, disse um parlamentar sob condição de anonimato. A análise que deve chegar a Lula é de que o nome de Pacheco teria maior consenso, podendo passar com folga de pelo menos 60 votos em plenário.

Defesa de Pacheco

Senadores que apoiam Pacheco destacam que o mineiro teve papel importante no governo de Jair Bolsonaro (PL) em defesa da democracia e mantém boas relações com ministros do STF. Essa experiência, segundo eles, o colocaria em posição vantajosa para lidar com as demandas políticas do Senado, além de assegurar maior estabilidade nas votações futuras da Suprema Corte.

A reunião entre Lula e Alcolumbre promete ser decisiva para que o presidente da República possa avaliar não apenas o perfil técnico dos indicados, mas também a viabilidade política de suas nomeações em um Congresso cada vez mais dividido.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Folha-Uol

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