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“Não pintou uma química, pintou indústria petroquímica”, diz Lula sobre conversa com Trump

Presidente confirma nova rodada de negociações entre Itamaraty e EUA para quinta-feira (16)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrancou risos nesta quarta-feira (15) ao comentar o encontro que teve com Donald Trump durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, e o telefonema com o líder norte-americano no último dia 6. “Sabe, não pintou química [com Trump], pintou uma indústria petroquímica”, disse o mandatário, entre risadas, durante cerimônia de comemoração do Dia dos Professores no Rio de Janeiro.

Próximo passo nas negociações

Lula aproveitou a ocasião para anunciar que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, terá uma conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta quinta-feira (16). “Amanhã nós vamos ter a conversa de negociação e eu estou dizendo isso para vocês porque a nossa relação, a relação humana, é química”, destacou o presidente, reforçando o tom bem-humorado da fala.

Contexto dos encontros anteriores

Em 23 de setembro, durante discurso na ONU em Nova York, Trump afirmou que teve uma “química excelente” em uma rápida conversa com Lula, chegando a abraçá-lo. Duas semanas depois, os dois líderes conversaram sobre tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros, em chamada de cerca de 30 minutos que, segundo integrantes do governo e o próprio presidente brasileiro, teve “tom amigável” e foi positiva.

O analista da CNN Brasil, Caio Junqueira, revelou na terça-feira (14) que lideranças do setor privado já haviam sido informadas sobre a proximidade do encontro entre Mauro Vieira e Marco Rubio. Procurado pela reportagem, o Itamaraty, no entanto, reforçou que não iria antecipar detalhes de data e horário antes de confirmação oficial.

Reflexão sobre relações bilaterais

Apesar das divergências e desafios econômicos, o bom humor de Lula evidencia a tentativa de manter um canal de diálogo aberto com os EUA, destacando que relações internacionais envolvem não apenas negociações técnicas, mas também confiança e entendimento humano. Em um mundo marcado por complexidades econômicas e políticas, gestos de leveza podem ser tão estratégicos quanto acordos formais.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Brasil 247

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