Pré-candidato do PL avalia que semana é decisiva para ampliar alianças políticas no Brasil. Estratégia inclui negociações com partidos que ainda não definiram apoio para a disputa de 2026.
Enquanto líderes políticos da América do Sul voltam os olhos para a posse da nova presidente do Peru, Keiko Fujimori, marcada para esta terça-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL) deve permanecer no Brasil. A decisão reflete a prioridade dada às articulações da campanha presidencial, em um momento considerado estratégico para ampliar alianças e fortalecer sua candidatura ao Palácio do Planalto.
A expectativa dentro da cúpula do PL era de que Flávio repetisse o gesto feito durante a posse do presidente do Chile, José Antonio Kast, quando participou da cerimônia representando a aproximação política entre lideranças conservadoras da região. Desta vez, no entanto, a avaliação é de que as negociações internas têm maior peso do que a agenda internacional.
Semana é decisiva para ampliar apoios
Segundo aliados, o senador pretende dedicar os próximos dias a intensificar conversas com partidos que ainda não oficializaram posicionamento na disputa presidencial.
O foco das negociações está em legendas como Progressistas (PP), União Brasil, Republicanos e Podemos, siglas que, até o momento, demonstram preferência por manter uma posição de neutralidade diante da corrida eleitoral.
A estratégia do PL é tentar ampliar a base de apoio antes da consolidação das chapas presidenciais.
Vice continua indefinido
Outro ponto que mantém as articulações em ritmo acelerado é a escolha do candidato a vice-presidente.
Flávio Bolsonaro ainda não anunciou quem dividirá a chapa com ele e, segundo interlocutores, tem adiado essa definição justamente para preservar espaço para uma eventual composição com partidos que possam aderir ao projeto nos próximos dias.
A expectativa é de que qualquer avanço nas negociações possa influenciar diretamente essa escolha.
Brasil será representado pelo Itamaraty
Embora o senador deva ficar fora da cerimônia em Lima, o governo brasileiro terá representação oficial.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, embarca nesta segunda-feira (27) para participar da posse de Keiko Fujimori em nome do Brasil.
Nos bastidores, Flávio chegou a avaliar a possibilidade de viajar ao Peru, mas a viagem acabou ficando fora de sua agenda oficial.
Próxima agenda internacional segue em análise
Apesar da provável ausência na posse da presidente peruana, o senador ainda considera participar da cerimônia de posse do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, marcada para o dia 7 de agosto.
A decisão dependerá do andamento das negociações políticas e do calendário da campanha nas próximas semanas.
À medida que o calendário eleitoral avança, cada compromisso passa a ter peso estratégico para os pré-candidatos. Mais do que participar de cerimônias internacionais, o momento exige articulações capazes de definir alianças, fortalecer chapas e ampliar apoios, fatores que podem fazer a diferença quando a campanha entrar, definitivamente, em sua fase mais decisiva.
Texto: Daniela Catelo Branco
Foto: Divulgação/Estadão Conteúdo












