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Irã ameaça ataques “mais destrutivos” e eleva tensão até possível rendição de EUA e Israel

Declaração ocorre após fala de Donald Trump sobre avanço militar americano e amplia clima de escalada no Oriente Médio.

O tom da guerra voltou a subir e com ele, o temor de um conflito ainda mais amplo e imprevisível. Em meio a declarações cada vez mais duras, o mundo acompanha, com apreensão, o avanço de uma retórica que não apenas sinaliza continuidade, mas aponta para uma escalada ainda mais agressiva no Oriente Médio.

Nesta quinta-feira, 2 de abril, o governo do Irã afirmou que seguirá com a guerra até que Estados Unidos e Israel enfrentem “humilhação, desgraça, arrependimento duradouro e rendição”. A declaração foi feita pelo porta-voz do comando unificado das forças armadas iranianas, em pronunciamento divulgado pela agência Tasnim.

Resposta direta às declarações de Trump

A fala ocorre após o presidente americano Donald Trump afirmar que os Estados Unidos estariam próximos de concluir seus objetivos militares e que o Irã poderia ser atingido “com extrema força” nas próximas semanas. Segundo ele, o país já estaria “essencialmente dizimado”.

A resposta iraniana veio em tom de desafio. Ebrahim Zolfaqari, porta-voz da sede central Khatam al-Anbiya, afirmou que as avaliações feitas por Washington e por Israel são “incompletas” e não refletem a real capacidade militar do país.

Irã nega fragilidade e afirma ter capacidade estratégica oculta

O governo iraniano também rejeitou categoricamente a ideia de que suas forças tenham sido enfraquecidas. Segundo o porta-voz, os Estados Unidos “não sabem nada” sobre o alcance das capacidades estratégicas do Irã.

Ainda de acordo com o comunicado, os alvos que vêm sendo atingidos seriam considerados “insignificantes”, enquanto a produção militar mais relevante estaria concentrada em locais desconhecidos e inacessíveis para os adversários.

Ameaça de escalada militar mais intensa

O ponto mais sensível da declaração está na promessa de intensificação dos ataques. O Irã afirmou que prepara ações “mais devastadoras, abrangentes e destrutivas”, elevando o nível de alerta sobre os próximos passos do conflito.

A mensagem sugere que os ataques realizados até agora seriam apenas uma prévia do que ainda pode acontecer, indicando uma possível mudança de estratégia para operações de maior impacto.

Diante desse cenário, o mundo observa não apenas um conflito em andamento, mas a construção de um impasse perigoso, onde palavras carregadas de ameaça se transformam em combustível para novas ações militares. Em meio a isso, cresce a preocupação global de que cada nova declaração não seja apenas retórica, mas o prenúncio de decisões que podem redesenhar, de forma ainda mais dolorosa, o equilíbrio já frágil da paz internacional.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Reuters

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