Investigação revelou organização criminosa estruturada, com atuação em sequestros, tráfico e lavagem de dinheiro em diferentes estados.
A sensação de insegurança ganha novos contornos quando planos de ataques a instituições públicas vêm à tona. E foi justamente esse cenário que mobilizou uma grande operação policial em Rondônia nesta quinta-feira, 2 de abril, revelando a dimensão de um grupo criminoso que atuava de forma articulada e ousada.
A Polícia Civil de Rondônia cumpriu 38 mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa que, segundo as investigações, planejava ações de grande impacto, incluindo um possível ataque ao fórum da comarca de Rolim de Moura.
Estrutura organizada e atuação em diversos crimes
A ofensiva faz parte da Operação Descarrilho IV, coordenada pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, que ao todo executa 78 medidas cautelares. Além das prisões, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão em residências, veículos e até unidades prisionais.
As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de seis suspeitos, em 30 de julho do ano passado, envolvidos em um caso de sequestro e cárcere privado de duas vítimas na chamada “linha vermelha”. A partir desse episódio, os investigadores conseguiram identificar uma organização criminosa com divisão clara de funções e comunicação restrita entre seus membros.
Lavagem de dinheiro e conexões interestaduais
De acordo com a apuração, o grupo atuava em crimes como tráfico de drogas, sequestros e lavagem de dinheiro. Estabelecimentos comerciais eram utilizados como fachada para ocultar valores ilícitos, que depois eram transferidos via PIX para integrantes da cúpula, inclusive em outros estados, como Rio de Janeiro e Mato Grosso.
A complexidade do esquema chamou a atenção das autoridades, especialmente pela capacidade de articulação e pela tentativa de expandir suas ações para além das atividades já praticadas, chegando ao planejamento de ataques a órgãos públicos.
Força-tarefa mobiliza 150 policiais
A operação contou com o apoio de delegacias regionais de Cacoal, Vilhena, Alvorada do Oeste e Ji-Paraná, além da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), do 4º BPM, da Sesdec e do Ministério Público, por meio do Gaeco e do Gaema.
Ao todo, cerca de 150 policiais civis participaram da ofensiva, que representa mais um passo no enfrentamento ao crime organizado no estado.
Em meio a números expressivos e à complexidade das investigações, o que fica é a dimensão do desafio enfrentado diariamente pelas forças de segurança. Operações como essa não apenas interrompem planos criminosos, mas também reforçam uma mensagem essencial: por trás de cada ação policial, existe o esforço contínuo de proteger vidas e preservar a sensação de segurança que a sociedade tanto precisa para seguir em frente.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













