Presidente diz a aliados que já se arrependeu de seguir conselhos em nomeações anteriores e manterá decisão por Jorge Messias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem reiterado a aliados e interlocutores próximos que não pretende ceder a pressões políticas ou jurídicas na escolha de nomes para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em conversas reservadas, relatadas à CNN Brasil, o petista destacou que, em nomeações anteriores, atendeu a sugestões externas e se arrependeu das decisões.
Lula citou como exemplo os ministros José Dias Toffoli e Joaquim Barbosa. O primeiro, segundo ele, deu uma decisão tardia que impediu sua ida ao velório do irmão, quando estava preso em Curitiba (PR). Já o segundo, relator do processo do mensalão, conduziu a condenação de integrantes da cúpula do PT e chegou a fazer críticas públicas ao então ex-presidente.
Dessa vez, Lula está decidido a indicar o atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou nesta semana. A oficialização da indicação deve ocorrer na próxima semana, após o retorno do presidente da viagem à Malásia.
O chefe do Executivo também reforçou que não voltará atrás na escolha, apesar das pressões políticas que envolvem a sucessão no STF. Nos bastidores, Lula pretende ainda estimular a candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ao governo de Minas Gerais, em 2026.
Pacheco, por sua vez, tem avaliado o cenário político mineiro e sinalizado que só deve aceitar disputar o cargo caso haja uma ampla aliança entre partidos de centro e de esquerda, consolidando apoio no segundo maior colégio eleitoral do país.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução/Canal Gov













