Presidente da federação marroquina afirma que Estádio Hassan II receberá a decisão, mas Fifa ainda não confirmou oficialmente a sede.
A final da Copa do Mundo de 2030 já começa a movimentar uma disputa fora dos gramados. O presidente da Federação Marroquina de Futebol, Fouzi Lekjaa, afirmou nesta quinta-feira (10) que a decisão do Mundial será realizada em Casablanca, no Marrocos. A declaração, porém, acontece antes de um anúncio oficial da Fifa sobre o estádio que receberá a partida mais importante do torneio.
Segundo informações da agência espanhola EFE, Lekjaa afirmou durante um evento político realizado em Bouznika, no Marrocos, que a província de Benslimane terá a honra de sediar a final da competição. A região fica a cerca de 60 quilômetros de Casablanca e será sede do Estádio Hassan II, que está sendo construído especialmente para o Mundial.
Estádio terá capacidade para 115 mil torcedores
O projeto do Estádio Hassan II tem custo estimado em US$ 12 bilhões e prevê capacidade para aproximadamente 115 mil torcedores. Se for concluído conforme o planejamento, o estádio se tornará o maior do mundo dedicado exclusivamente ao futebol.
A grandiosidade da arena é um dos principais argumentos apresentados pelo Marrocos na disputa para receber a final da Copa de 2030. O país, no entanto, ainda terá de superar a concorrência da Espanha, que também manifesta interesse em sediar a decisão.
A Fifa ainda não anunciou oficialmente qual estádio receberá a final. A Reuters informou que procurou a entidade e a Real Federação Espanhola de Futebol em busca de posicionamentos sobre a declaração do dirigente marroquino e a definição da sede.
Mundial terá seis países em três continentes
A Copa do Mundo de 2030 terá um formato inédito. O torneio será realizado em seis países distribuídos por três continentes.
As três primeiras partidas serão disputadas na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, em uma homenagem aos 100 anos da primeira edição do Mundial, realizada em 1930.
A maior parte da competição ficará sob responsabilidade de Marrocos, Portugal e Espanha. A Fifa ainda não definiu todas as cidades que receberão os jogos, enquanto a disputa pela final permanece aberta entre os países que integram a sede principal do torneio.
Espanha também quer a decisão
A Espanha já deixou claro que pretende receber a partida. No início de setembro, o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Rafael Louzan, defendeu publicamente que a final seja realizada em território espanhol.
“A Espanha deveria sediar a final”, declarou o dirigente à imprensa local.
A manifestação mantém acesa a disputa entre os dois países e mostra que a escolha da sede da decisão ainda está longe de ser um assunto encerrado.
Em agosto, a própria Fifa afirmou que notícias de que o presidente da entidade, Gianni Infantino, teria prometido a final ao Marrocos eram “falsas e enganosas”. Dessa forma, apesar da declaração de Fouzi Lekjaa, a escolha de Casablanca ainda depende de confirmação oficial.
A disputa pela final promete ser tão simbólica quanto o próprio Mundial de 2030. De um lado, o Marrocos aposta em um estádio gigantesco e em sua crescente força no futebol internacional. Do outro, a Espanha busca levar a decisão para um dos grandes palcos europeus. Enquanto a Fifa não bate o martelo, a pergunta permanece aberta: onde o mundo do futebol vai se reunir para conhecer o campeão de 2030?
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Populous













