Enquanto fiscalização ocorre em diversas capitais nesta sexta-feira (27), motoristas de Porto Velho enfrentam gasolina a até R$ 7,80 sem respostas claras.
O impacto no bolso chegou rápido e pesado. Em poucos dias, motoristas viram o preço da gasolina disparar em Porto Velho, sem explicações convincentes e sem uma fiscalização mais rigorosa. Em meio à revolta silenciosa de quem depende do combustível todos os dias, a ausência de ações mais efetivas acende um alerta: quem está, de fato, olhando por esse consumidor?
Nesta sexta-feira (27), uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal do Brasil deu início à operação “Vem Diesel”, com fiscalização simultânea em postos de combustíveis de 11 estados e do Distrito Federal. Rondônia, no entanto, ficou fora da ação.
Fiscalização nacional e ausência local
A operação reúne a Secretaria Nacional do Consumidor, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e a própria Polícia Federal. O objetivo é investigar possíveis abusos nos preços, além de práticas como cartel e manipulação de mercado.
As fiscalizações ocorrem em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Cuiabá, Curitiba, Belo Horizonte, João Pessoa, Porto Alegre, Fortaleza, Palmas e Goiânia, além de Brasília.
Enquanto isso, em Porto Velho, o cenário segue sem a mesma atenção.
Alta de preços após tensão internacional
Na capital rondoniense, a elevação dos preços começou logo após a escalada do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, o que impactou o mercado global de petróleo.
Desde então, a gasolina passou a ser vendida por até R$ 7,80, sem justificativas claras por parte de empresários do setor.
Ações locais ainda sem resultado concreto
Nesta semana, a Polícia Civil informou que realizou diligências com apoio de órgãos federais, mas até o momento não houve divulgação de punições ou medidas concretas contra possíveis abusos.
A ausência de respostas oficiais contribui para o sentimento de impunidade e insegurança entre os consumidores.
O que a operação investiga
A operação “Vem Diesel” busca identificar aumentos injustificados, combinação de preços entre concorrentes e outras irregularidades que possam ferir a ordem econômica e os direitos do consumidor.
Casos suspeitos podem ser encaminhados para investigação criminal, especialmente quando envolvem crimes tributários ou práticas que prejudiquem diretamente a população.
Quando o peso recai sempre sobre o consumidor
Enquanto fiscais percorrem postos em outras regiões do país, em Rondônia o consumidor segue pagando mais caro, muitas vezes sem entender o porquê. No fim, a sensação que fica é de abandono, como se a distância geográfica também significasse distância da fiscalização.
E, nesse cenário, cada litro abastecido não pesa apenas no bolso. Pesa também na confiança de que regras existem e deveriam valer para todos.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













