Presidente nacional da legenda, Renata Abreu, anunciou a decisão nesta quinta-feira (8), após encontro com o senador em Brasília; Flávio já conta com o apoio formal de outras quatro siglas.
A disputa pela Presidência da República começa a ganhar novos contornos à medida que as alianças do segundo turno são definidas. Nesta quinta-feira (8), o Podemos oficializou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), ampliando o grupo de partidos que decidiu caminhar com o candidato na etapa decisiva da eleição.
A decisão foi anunciada após integrantes da legenda se reunirem com Flávio Bolsonaro na manhã desta quinta-feira, em Brasília (DF). O anúncio ocorre poucos dias depois da definição do primeiro turno, quando o senador terminou na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 45,16%.
Podemos formaliza apoio ao candidato do PL
O apoio foi confirmado pela presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (Pode-SP). Segundo ela, a decisão representa um compromisso da legenda com o futuro do país.
Durante o encontro, a dirigente afirmou que o partido, que apresentou crescimento nas eleições, decidiu declarar oficialmente seu apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.
“Hoje o Podemos, um dos partidos que mais cresceu no Brasil, vem com muito carinho e responsabilidade declarar apoio oficial no segundo turno ao Flávio Bolsonaro”, declarou Renata Abreu.
A manifestação da presidente nacional formaliza a posição da sigla e coloca o Podemos entre os partidos que já definiram publicamente seu posicionamento para a segunda etapa da eleição presidencial.
Flávio amplia apoio de partidos
O Podemos se soma a outras legendas que anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro desde o encerramento do primeiro turno.
Na quarta-feira (7), a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, confirmou apoio à candidatura. Na mesma data, o Novo e o Republicanos também oficializaram a decisão de apoiar o senador.
Com isso, Flávio passa a contar formalmente com uma frente partidária mais ampla nesta segunda etapa da disputa. Além das siglas que declararam apoio, o candidato também busca atrair eleitores que escolheram outros nomes no primeiro turno e que agora precisam decidir entre as duas candidaturas que permanecem na corrida presidencial.
“Mais do que um apoio político”, afirma Flávio
Ao comentar a decisão do Podemos, Flávio Bolsonaro destacou que considera o apoio uma demonstração de compromisso com a população.
Segundo o senador, a aproximação entre os partidos não deveria ser vista apenas sob a perspectiva ideológica. Durante o encontro, ele citou o escritor Augusto Cury, que terminou o primeiro turno na terceira colocação, e afirmou que grande parte dos problemas enfrentados pela população não está relacionada a posições partidárias.
“Esse apoio aqui do Podemos hoje é muito mais do que um apoio político, é muito mais do que um apoio ideológico. É um apoio para a gente fazer o bem para as pessoas”, afirmou Flávio.
Augusto Cury recebeu 2,89% dos votos válidos no primeiro turno e decidiu manter neutralidade na segunda etapa. A pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8), entretanto, mostra que parte expressiva de seu eleitorado declarou intenção de votar em Flávio no segundo turno.
Primeiro turno terminou com diferença histórica
A definição do segundo turno ocorreu após uma das disputas mais equilibradas entre os dois candidatos mais votados desde a redemocratização.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos. Lula somou 53.879.538 votos, equivalente a 45,16%.
A diferença foi de 1,87 ponto percentual, ou pouco mais de 2,2 milhões de votos. Segundo levantamentos sobre o histórico eleitoral brasileiro, trata-se da menor diferença percentual entre os dois candidatos mais votados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.
O resultado levou Flávio e Lula ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Alianças entram no centro da disputa
Com apenas dois candidatos na disputa, os partidos que ficaram pelo caminho no primeiro turno passam a ter papel importante na composição política da segunda etapa. As declarações de apoio, entretanto, não significam necessariamente que todos os eleitores das respectivas siglas seguirão a orientação partidária.
O desafio das campanhas agora é ampliar suas bases e conquistar principalmente os eleitores que escolheram outros candidatos, além daqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno. A movimentação partidária deve continuar nos próximos dias, à medida que novas posições forem anunciadas.
A oficialização do apoio do Podemos mostra que a segunda etapa da eleição já começou também nos bastidores, com partidos, lideranças e candidatos reorganizando suas estratégias. Até 25 de outubro, novas alianças ainda poderão surgir, enquanto milhões de eleitores terão novamente diante de si a responsabilidade de escolher os rumos do país. E, no fim dessa caminhada, serão as urnas que transformarão todas essas articulações políticas em uma decisão definitiva.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Poder360













