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PoderData/Aya mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula, mas cenário é de empate técnico

Senador aparece com 47% contra 45% do presidente em eventual segundo turno; margem de erro de 1,8 ponto percentual mantém disputa tecnicamente empatada.

A disputa pelo Palácio do Planalto começa a desenhar um cenário cada vez mais acirrado para 2026. Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (10) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.

Apesar da vantagem numérica de dois pontos percentuais para Flávio, os números configuram empate técnico devido à margem de erro de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. Em relação ao levantamento anterior, o senador oscilou dois pontos para cima, enquanto Lula avançou um ponto.

Cury também aparece em cenário equilibrado

O levantamento também avaliou uma eventual disputa entre Lula e o escritor Augusto Cury (Avante). Nesse cenário, Cury aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Lula registra 43%.

A diferença de apenas um ponto percentual também coloca os dois em situação de empate técnico. Brancos e nulos somam 11%, enquanto 2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou não responderam.

Em uma disputa entre Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, o senador aparece com 43% das intenções de voto, contra 36% do escritor. Nesse cenário, brancos e nulos representam 20% e outros 2% dos entrevistados estão indecisos.

Pesquisa ouviu 3 mil eleitores

O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 9 de setembro e ouviu 3.000 pessoas em 623 municípios das 27 unidades da Federação.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04914/2026.

Os números reforçam um cenário de disputa aberta e mostram que pequenas oscilações podem alterar a fotografia da corrida presidencial. Com a eleição ainda pela frente, cada novo levantamento passa a funcionar como um retrato momentâneo de um eleitorado que pode mudar de posição até o momento decisivo das urnas.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Carlos Moura/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

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