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Relator da PEC do fim da escala 6×1 promete equilíbrio entre trabalhadores e setor produtivo


Deputado afirma que redução da jornada sem corte de salários é ponto fechado, mas admite ajustes para empresas

A discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil voltou ao centro do debate político com uma promessa que mexe diretamente com a rotina de milhões de trabalhadores. Entre expectativas e preocupações, a proposta de acabar com a escala 6×1 avança no Congresso carregando um desafio delicado: garantir mais qualidade de vida sem provocar impactos severos na economia.

O relator da proposta, o deputado Leo Prates, afirmou nesta terça-feira (5) que dois pontos são inegociáveis na construção do texto: o fim da escala atual e a manutenção dos salários. Ao mesmo tempo, sinalizou que busca alternativas para reduzir possíveis efeitos negativos ao setor produtivo.

Busca por um ponto de equilíbrio

Segundo o parlamentar, a ideia é construir uma solução que dialogue tanto com trabalhadores quanto com empregadores. Ele destacou que pretende encontrar uma “equação” que permita atender às demandas de quem defende melhores condições de trabalho sem desconsiderar os desafios enfrentados pelas empresas.

A fala ocorreu após reunião com centrais sindicais, que também contou com a participação do deputado Alencar Santana, presidente da comissão especial que analisa a proposta.

Redução da jornada está no centro do debate

Atualmente, a Constituição prevê uma jornada máxima de 44 horas semanais. A proposta em discussão busca alterar esse modelo, com destaque para a garantia de dois dias consecutivos de descanso aos trabalhadores.

Um dos principais pontos ainda em aberto é a definição de uma regra de transição, que permita a adaptação gradual à nova carga horária. Segundo o relator, esse formato ainda não foi fechado.

Tramitação e próximos passos

O cronograma inicial prevê a votação da proposta na comissão especial entre os dias 25 e 26 de maio, com possibilidade de envio ao plenário já no dia 27.

Além disso, estão previstas audiências públicas em diferentes estados, como Paraíba, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, ampliando o debate com diferentes setores da sociedade.

A comissão também deve ouvir o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em reunião marcada para esta semana.

No fundo, a discussão vai além de números e escalas. Ela toca diretamente na forma como o brasileiro vive, trabalha e se relaciona com o tempo. Entre avanços e receios, o que está em jogo é a tentativa de redesenhar a rotina de um país inteiro, equilibrando produtividade, dignidade e o direito de simplesmente viver além do trabalho.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

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