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Setor produtivo pressiona governo de RO por redução do ICMS do diesel diante da alta dos combustíveis

Pedido foi encaminhado ao governador e prevê corte temporário do imposto e isenção na importação por 90 dias.

Em um cenário de custos cada vez mais apertados e margens reduzidas, produtores e entidades do setor produtivo de Rondônia acendem um alerta que vai muito além do campo. O aumento do preço do diesel já começa a pesar no bolso de quem produz e, inevitavelmente, no de quem consome. Diante disso, cresce a pressão por medidas urgentes que evitem um efeito dominó na economia.

O pedido foi formalizado ao governador Marcos Rocha por um grupo de entidades lideradas pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, com apoio de outras instituições do setor, que aguardam um posicionamento do Executivo estadual.

Proposta busca aliviar impacto imediato

A principal solicitação é a redução temporária do ICMS sobre o óleo diesel, passando de R$ 1,17 para R$ 0,58, além da isenção do imposto na importação do combustível por um período de 90 dias.

A medida surge em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, que têm refletido diretamente no preço dos combustíveis no Brasil.

Efeito direto no campo e na economia

Para o setor produtivo, o impacto é imediato e preocupante. Produtores enfrentam um cenário já delicado, marcado por inadimplência, crédito restrito, juros elevados e queda na rentabilidade, especialmente nas cadeias ligadas às commodities agrícolas.

O diesel aparece como o principal vilão nesse contexto. Ele é essencial para o funcionamento de tratores, colheitadeiras e caminhões que garantem desde o plantio até o escoamento da produção.

Rondônia sente ainda mais os efeitos

Em um estado como Rondônia, onde o transporte rodoviário predomina e as distâncias são extensas, qualquer variação no preço do combustível tem impacto direto no custo de produção e, consequentemente, no preço final dos alimentos.

Esse efeito acaba atingindo toda a cadeia, do produtor ao consumidor, ampliando a preocupação com a inflação e o custo de vida.

Medidas emergenciais e soluções de longo prazo

As entidades defendem que a redução temporária do imposto pode trazer um alívio imediato, enquanto alternativas estruturais são discutidas. Entre elas, está o aumento da mistura de biodiesel no diesel, passando de 15% para 17%, como forma de reduzir a dependência do mercado externo.

Além disso, o setor cobra que o governo estadual e a Secretaria de Estado de Finanças avaliem, com urgência, medidas fiscais capazes de conter os impactos da alta dos combustíveis.

Um pedido que ecoa além do setor

Mais do que uma demanda técnica, o apelo do setor produtivo reflete uma preocupação que atravessa toda a sociedade. Quando o custo de produzir sobe, o efeito não fica restrito ao campo. Ele chega à mesa das famílias, ao preço dos alimentos e à rotina de quem depende de cada centavo.

No fim, o que está em jogo não é apenas uma alíquota de imposto, mas o equilíbrio de uma cadeia inteira que sustenta a economia. E, diante disso, a resposta que vier do poder público pode fazer toda a diferença entre conter a pressão ou assistir, mais uma vez, ao impacto silencioso chegar ao dia a dia da população.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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