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Ex-funcionário acusado de furto na casa de empresário em Porto Velho é solto após audiência de custódia

Justiça concedeu liberdade provisória ao investigado, que responderá ao processo em liberdade. Defesa afirma que ele sofreu um surto psíquico no momento dos fatos.

Um caso que chamou a atenção em Porto Velho ganhou um novo desdobramento nesta quinta-feira (23). O ex-funcionário preso em flagrante, acusado de furtar a residência do empresário Daniel Pitbull, às margens do rio Madeira, deixou a prisão após decisão da Justiça de Rondônia durante audiência de custódia. O episódio reacende o debate sobre a aplicação de medidas cautelares e a necessidade de equilibrar o rigor da lei com as circunstâncias individuais de cada investigado.

Apesar do pedido do Ministério Público para que a prisão em flagrante fosse convertida em prisão preventiva, o magistrado optou por conceder liberdade provisória ao investigado, que passará a responder ao processo em liberdade.

Justiça impõe medidas cautelares

Na decisão, o juiz homologou a prisão em flagrante, mas reenquadrou a conduta para o crime de furto qualificado por abuso de confiança, previsto no artigo 155, § 4º, inciso II, do Código Penal.

Além disso, foi dispensado o pagamento de fiança.

Como condições para permanecer em liberdade, o investigado deverá comparecer a todos os atos do processo e está proibido de deixar a comarca por período superior a 30 dias sem autorização da Justiça.

Defesa alega surto psíquico

Durante a audiência, a defesa, conduzida pelo advogado Antônio Carlos Pereira Neves, sustentou que o ex-funcionário sofreu um surto psíquico no momento em que os fatos ocorreram.

Segundo o advogado, o investigado possui bons antecedentes, nunca respondeu por crimes anteriormente e mantinha uma relação de confiança com o empresário. A defesa destacou ainda que, durante o período em que trabalhou para Daniel Pitbull, ele chegou a morar em um imóvel disponibilizado pelo próprio empregador.

A alegação deverá ser analisada no decorrer da instrução processual, quando também serão produzidas as demais provas do caso.

O processo seguirá seu curso na Justiça, onde serão esclarecidas as circunstâncias que levaram ao episódio. Enquanto isso, a decisão reforça um princípio fundamental do sistema jurídico brasileiro: a prisão antes da condenação definitiva deve ser excepcional, cabendo ao Judiciário avaliar, caso a caso, se a liberdade do investigado representa risco ao andamento do processo ou à sociedade.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/PVH Notícias

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