Federação Italiana recebe negativas de dois dos maiores técnicos do futebol mundial; Guardiola prioriza período de descanso e Ancelotti reafirma compromisso com a Seleção Brasileira.
Poucas seleções carregam um peso tão grande na história do futebol quanto a Itália. Tetracampeã mundial e dona de uma das camisas mais tradicionais do esporte, a Azzurra enfrenta um dos momentos mais delicados de sua trajetória e, na busca por reconstrução, ouviu um “não” de dois dos treinadores mais respeitados do mundo: Carlo Ancelotti e Pep Guardiola.
De acordo com o jornalista Fabrizio Romano, divulgado nesta sexta-feira (24), ambos recusaram o convite da Federação Italiana de Futebol para assumir o comando da equipe nacional. Embora figurassem entre os nomes mais desejados pela entidade, cada um optou por seguir caminhos diferentes neste momento da carreira.
Guardiola escolhe pausa após ciclo histórico
Segundo Fabrizio Romano, Pep Guardiola recusou a proposta por uma decisão estritamente pessoal, sem qualquer relação com questões financeiras.
Após encerrar sua longa e vitoriosa passagem pelo Manchester City, o treinador espanhol pretende dedicar um período à família antes de iniciar um novo desafio profissional.
A informação é de que Guardiola só voltará ao mercado quando encontrar um projeto que considere ideal para a próxima etapa de sua carreira.
Durante sua passagem pelo clube inglês, o treinador construiu um dos ciclos mais vencedores da história do futebol europeu.
Foram 20 títulos conquistados, incluindo seis edições da Premier League e a inédita Liga dos Campeões da Europa na temporada 2022/23.
Ancelotti mantém compromisso com o Brasil
Carlo Ancelotti também descartou qualquer possibilidade de assumir a seleção italiana neste momento.
O treinador permanece comprometido com a Seleção Brasileira, com quem possui contrato até o fim da Copa do Mundo de 2030.
Segundo a publicação, o italiano mantém o foco no projeto iniciado em maio de 2025 e pretende seguir conduzindo o Brasil nas próximas competições, incluindo a Copa América de 2028 e o próximo Mundial.
Desde que assumiu a equipe brasileira, Ancelotti comandou 17 partidas, acumulando dez vitórias, quatro empates e três derrotas.
Na Copa do Mundo de 2026, classificou o Brasil para a competição, mas viu a seleção ser eliminada nas oitavas de final, encerrando uma marca de 36 anos sem uma queda nessa fase do torneio.
Itália tenta reconstruir sua história
A recusa dos dois treinadores acontece em um momento particularmente difícil para o futebol italiano.
Apesar de ser uma das seleções mais vitoriosas do planeta, a Itália atravessa uma crise esportiva inédita. A equipe não disputa uma Copa do Mundo desde 2014, após ficar fora das edições de 2018, 2022 e 2026.
Esse cenário levou a Federação Italiana a intensificar a busca por um treinador capaz de liderar um novo processo de reconstrução da equipe nacional.
Desafio permanece em aberto
Com as negativas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola, a Federação Italiana terá de voltar ao mercado em busca de um comandante que consiga resgatar o protagonismo de uma das maiores potências do futebol mundial. A decisão mostra que, mesmo para seleções de enorme tradição, reconstruir um projeto vencedor exige tempo, planejamento e a escolha de um treinador disposto a assumir um dos maiores desafios do futebol internacional.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Getty Images













