Equipamento eletrônico foi apreendido durante cumprimento de mandado e será periciado para identificar possível compartilhamento dos arquivos e a participação de outras pessoas.
A investigação que começou no ambiente virtual terminou com uma prisão em flagrante nesta quarta-feira (2), em Rondônia. Um homem foi preso pela Polícia Civil suspeito de armazenar, por meio de serviços e aplicações da internet, arquivos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes. O conteúdo foi localizado em um equipamento eletrônico durante o cumprimento de uma ordem judicial.
A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), unidade vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO), e integrou a Operação Nacional Proteção Integral V, coordenada pela Polícia Federal.
Equipamento será periciado
O equipamento utilizado pelo investigado foi apreendido e será submetido à extração e análise dos dados. A perícia deverá ajudar a esclarecer a dimensão da prática investigada, incluindo a possibilidade de compartilhamento do material pela internet e eventual participação de outras pessoas.
A análise dos arquivos também poderá fornecer informações importantes para o avanço das investigações e para a identificação de outras possíveis vítimas ou envolvidos.
Operação mobilizou centenas de policiais
A ofensiva contra crimes de abuso e exploração sexual infantojuvenil ocorreu simultaneamente em diferentes estados brasileiros. Ao todo, 755 policiais participaram das ações em todo o país.
Segundo o balanço nacional, foram cumpridos 153 mandados de busca e apreensão e 13 ordens de prisão preventiva. As ações também resultaram em 31 prisões em flagrante, três apreensões de adolescentes e o resgate de duas vítimas.
A atuação da Polícia Civil por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos reforça a necessidade de combater crimes que migram cada vez mais para o ambiente digital. Por trás de cada arquivo investigado existe uma violência real, e o trabalho de identificação, apreensão e responsabilização dos envolvidos é também uma forma de interromper esse ciclo e proteger quem não pode se defender sozinho.
Em casos como esse, a tecnologia que pode ser usada para esconder crimes também se transforma em ferramenta de investigação. E, a cada operação, o objetivo vai além de prender um suspeito: é impedir que a violência continue circulando e garantir que crianças e adolescentes tenham o direito de crescer protegidos.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













