Tauã de Oliveira Furtado chegou a ser socorrido em estado grave pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos; motorista do carro realizou teste do bafômetro após o acidente.
Uma tarde que começou como tantas outras terminou em tragédia na zona leste de Porto Velho Nesta terça-feira (30), o jovem Tauã de Oliveira Furtado perdeu a vida após se envolver em um grave acidente de trânsito no cruzamento das ruas Anchieta e Tereza Amélia. Ele chegou a ser socorrido em estado grave por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos após ser encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região.
De acordo com informações registradas pela equipe do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), o acidente ocorreu quando um veículo Renault Sandero, conduzido por uma mulher de 53 anos, trafegava pela rua Anchieta, no sentido Ataulfo Alves/Plácido de Castro, e colidiu com a motocicleta pilotada por Tauã, que seguia pela rua Tereza Amélia, no sentido Petrolina/União.
Motorista deixou o local e foi localizada posteriormente
Segundo a ocorrência policial, a condutora do automóvel deixou o local logo após a colisão, mas foi localizada pouco tempo depois pelas autoridades. Em seu relato, ela afirmou que decidiu sair da área por receio de sofrer agressões devido à aglomeração de pessoas que se formou após o acidente.
Ainda durante os procedimentos policiais, a motorista aceitou realizar o teste do bafômetro, que apontou o resultado de 0,33 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Conforme consta no registro da ocorrência, o resultado implicou na adoção de medidas administrativas previstas na legislação de trânsito.
Sinalização precária foi apontada pela perícia
O levantamento realizado pela equipe policial também identificou deficiência na sinalização do cruzamento, em razão da ausência da placa de parada obrigatória (“Pare”) na rua Anchieta.
A ocorrência registra ainda que Tauã não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, foi constatado que tanto a motocicleta conduzida pela vítima quanto o veículo envolvido no acidente estavam com o licenciamento vencido.
A morte de Tauã amplia a lista de vítimas fatais do trânsito e volta a evidenciar a combinação de fatores que, muitas vezes, transformam cruzamentos urbanos em cenários de tragédia. Para familiares e amigos, resta agora a dor da perda e o difícil processo de lidar com uma ausência que deixa marcas permanentes.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulfgação/Rondoniagora













