Tribunal sorteou a ordem de veiculação da propaganda eleitoral e definiu a distribuição do tempo entre os partidos que disputarão as eleições gerais; horário gratuito começa em 28 de agosto.
A disputa eleitoral de 2026 começa a ganhar espaço também nas telas e nos rádios, onde cada segundo poderá fazer diferença na corrida pelo voto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta quinta-feira (20) como será distribuído o tempo da propaganda eleitoral gratuita no primeiro turno, estabelecendo quanto cada partido terá para apresentar seus candidatos e propostas ao eleitor.
No sorteio realizado pelo tribunal, o Avante ficou com a primeira posição na ordem de veiculação, seguido por PSD, PL e pela Coligação Brasil Pronto para Mais, do PT. A ordem será modificada nos dias seguintes, garantindo a alternância entre as legendas.
PT terá maior tempo de propaganda
Pelas regras definidas pelo TSE, o PT terá o maior espaço no horário eleitoral gratuito, com 5 minutos e 31 segundos. O PL terá 4 minutos e 20 segundos, enquanto o PSD contará com 2 minutos e 2 segundos. O Avante terá 35 segundos.
Já os candidatos Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não terão tempo destinado à propaganda eleitoral no rádio e na televisão, uma vez que seus partidos não atingiram os critérios estabelecidos pela cláusula de desempenho.
Além do horário eleitoral tradicional, os partidos também terão direito a inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras durante 35 dias. Nesse formato, o PT terá 433 inserções, o PL contará com 339, o PSD terá 159 e o Avante, 47.
TSE ainda analisa regras para a propaganda
A definição ocorreu durante audiência pública realizada pelo TSE para discutir a resolução que estabelecerá o Plano de Mídia das Eleições Gerais de 2026. O documento reúne as regras que vão organizar a distribuição e a transmissão da propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão.
Durante a audiência, partidos, coligações e entidades também apresentaram sugestões para aperfeiçoar o funcionamento da propaganda. Entre as propostas está a criação de mecanismos para registrar o recebimento dos mapas de mídia e dos materiais enviados às emissoras, além da emissão de comprovantes que atestem a veiculação das peças publicitárias.
Outra sugestão apresentada prevê que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) forneça informações sobre as emissoras responsáveis pela captação dos materiais disponibilizados para transmissão. Também foi defendida a inclusão, na resolução, das consequências previstas na legislação para emissoras que eventualmente deixarem de transmitir a propaganda eleitoral gratuita.
As sugestões ainda serão analisadas pelo TSE e poderão ser incorporadas ou não ao texto definitivo. A versão final da resolução será submetida à votação do plenário do tribunal.
Propaganda começa no fim de agosto
O horário eleitoral gratuito do primeiro turno das Eleições 2026 será transmitido de 28 de agosto a 1º de outubro. Antes disso, as emissoras terão até esta sexta-feira (21) para organizar entre si as responsabilidades relacionadas ao fornecimento de equipamentos e de profissionais especializados para a geração da propaganda.
Também deverão ser definidas as regras para a transmissão do sinal único e a forma como as emissoras farão a captação e a retransmissão do conteúdo eleitoral.
Mais do que minutos distribuídos em uma grade de programação, o horário eleitoral representa uma das principais portas de contato entre candidatos e eleitores durante a campanha. É diante da televisão ou do rádio que milhões de brasileiros terão a oportunidade de conhecer nomes, propostas e projetos que estarão em disputa nas urnas. E, em uma eleição marcada por decisões que poderão influenciar os próximos anos do país, cada palavra exibida nesses poucos minutos terá o desafio de conquistar atenção, despertar reflexão e, sobretudo, aproximar o eleitor das escolhas que fará em outubro.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Ascom – TSE













