Embarcação que transportava gás natural liquefeito pegou fogo após ser atingida por um projétil; tripulação foi retirada em segurança, segundo autoridades.
As tensões no Oriente Médio ganharam um novo capítulo nesta terça-feira (7) com um incidente em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Um navio-tanque que navegava pelo Estreito de Ormuz foi atingido por um projétil e pegou fogo, aumentando a preocupação internacional sobre a segurança da navegação em uma região essencial para o comércio global de petróleo e gás.
De acordo com o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), a embarcação navegava na costa de Omã quando foi atingida. Já a televisão estatal iraniana informou que o navio, que transportava gás natural liquefeito (GNL), foi atacado após desconsiderar avisos emitidos pelas autoridades do Irã.
Alerta havia sido emitido pelo Irã
Na semana passada, o comando militar conjunto iraniano havia determinado que todos os navios-tanque que cruzassem o Estreito de Ormuz utilizassem apenas as rotas aprovadas pelo país.
Na ocasião, o governo iraniano também advertiu que qualquer interferência das forças dos Estados Unidos na região receberia uma “reação rápida e decisiva”, elevando ainda mais o clima de tensão em um dos principais corredores marítimos do planeta.
Tripulação foi retirada em segurança
Segundo informações da agência Reuters, todos os tripulantes do navio foram retirados da embarcação em segurança, sem registro de vítimas.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou ainda que, até o momento, não foram identificados impactos ambientais decorrentes do incêndio provocado pelo ataque.
O episódio reforça o cenário de instabilidade no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula uma parcela significativa da produção mundial de petróleo e gás. Em meio ao aumento das tensões entre o Irã e seus adversários, cada novo incidente na região amplia as preocupações da comunidade internacional quanto aos riscos para a segurança marítima e para o abastecimento energético global.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução / Departamento de Guerra dos EUA













