Presidente dos Estados Unidos escolheu a sede do Departamento de Defesa para fazer um pronunciamento, enquanto ex-presidentes vivos participaram da cerimônia em Nova York.
O peso de uma das datas mais marcantes da história recente dos Estados Unidos voltou a ser lembrado nesta sexta-feira (11), quando o país marcou os 25 anos dos ataques de 11 de Setembro. No Pentágono, o presidente Donald Trump participou de uma cerimônia em homenagem às vítimas e aos heróis daquele dia e fez um discurso no qual destacou a união dos americanos diante do terrorismo.
Enquanto todos os ex-presidentes vivos dos Estados Unidos participaram da cerimônia de memória realizada em Nova York, Trump optou por prestar sua homenagem no Pentágono. Segundo pessoas familiarizadas com os planos do presidente, a escolha ocorreu porque ele queria fazer um pronunciamento durante a cerimônia.
Discursos são restritos na cerimônia de Nova York
A tradição dos últimos anos estabelece restrições à participação de políticos em discursos durante o evento realizado em Nova York. Por esse motivo, Trump decidiu comparecer à cerimônia no Pentágono, onde teve espaço para falar diretamente ao público.
Durante o pronunciamento, o presidente classificou os ataques como um momento de “maldade imensa e horrível” e afirmou que o episódio colocou os Estados Unidos diante de uma ameaça que levou o país a se unir no combate ao terrorismo.
Trump também ressaltou que, mesmo 25 anos depois, a passagem do tempo não diminuiu a importância e a honra daqueles que enfrentaram os ataques.
“Descobrimos do que um país é realmente feito”, afirmou o presidente ao lembrar a resposta dos americanos naquele dia.
Trump destaca atos de heroísmo
Ao longo do discurso, Trump fez questão de mencionar não apenas bombeiros, policiais, equipes de emergência e integrantes das forças de segurança, mas também cidadãos comuns que se mobilizaram para ajudar outras pessoas durante os ataques.
Segundo o presidente, o 11 de Setembro revelou uma forma de heroísmo baseada na disposição de pessoas comuns de colocar a própria vida em risco para salvar desconhecidos.
“Mas sim aqueles que correm para dentro de prédios e dão a vida, em uma manhã de terça-feira, por estranhos que nunca conheceram”, declarou.
Para Trump, esses atos representam uma das principais marcas deixadas pela tragédia e mostram como a sociedade americana reagiu diante de uma situação extrema.
Presidente cita confronto com o Irã
O discurso também foi marcado por uma referência ao atual embate de Trump com o Irã. O presidente voltou a classificar o regime iraniano como o “principal patrocinador do terror no mundo” e reafirmou sua posição de que o país não poderá desenvolver armas nucleares.
Ao relacionar os desafios atuais aos ensinamentos deixados pelo 11 de Setembro, Trump afirmou que os Estados Unidos continuam sendo testados e que, na avaliação dele, o país está superando esses desafios.
“Estamos sendo testados hoje, e estamos superando esse teste com muita facilidade”, disse.
A cerimônia no Pentágono, assim como as homenagens realizadas em outras partes dos Estados Unidos, marcou um quarto de século desde os ataques que transformaram profundamente a história do país. Vinte e cinco anos depois, a lembrança permanece associada não apenas à tragédia, mas também às histórias de coragem e solidariedade que surgiram em meio ao caos.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CNN













