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Caso Clei Bagattini ganha novo capítulo com prisão de quatro suspeitos dois anos após assassinato

Polícia Civil cumpre mandados em Vilhena e Cacoal e amplia investigação sobre morte do dentista, executado dentro do próprio consultório após criminoso marcar atendimento como paciente.

Mais de dois anos depois de um crime que chocou Vilhena e interrompeu de forma brutal a vida do dentista Clei Bagattini, a investigação volta a avançar. A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (1º) quatro novos suspeitos de envolvimento no assassinato, em uma operação que levou agentes até Cacoal e também à cidade onde o crime aconteceu.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Vilhena e fazem parte do trabalho de investigação que busca esclarecer todos os envolvidos na execução do dentista. Além das prisões, os policiais também cumpriram dois mandados de busca e apreensão, reunindo novos elementos que podem ajudar a reconstruir a dinâmica do crime.

Dentista foi atraído para uma emboscada

Clei Bagattini foi assassinado a tiros dentro do próprio consultório, em julho de 2024. O crime ganhou ainda mais repercussão pela maneira como a vítima foi atraída para uma situação da qual não poderia imaginar o desfecho.

Segundo as investigações, o criminoso responsável pelos disparos se passou por paciente e marcou um atendimento com o dentista. Foi dessa forma que conseguiu entrar no consultório e ficar frente a frente com Clei antes de efetuar os disparos.

A estratégia teria sido planejada justamente para impedir que a vítima percebesse o risco. O assassinato, ocorrido dentro do ambiente de trabalho do dentista, causou forte comoção na cidade e deu início a uma investigação que, desde então, vem tentando identificar a participação de cada pessoa envolvida no crime.

Caso já teve condenações

A apuração já levou à condenação de Raqueline Leme Machado e do namorado dela, Maikon Sega Araújo, por envolvimento no caso.

Outro investigado, identificado como Maicon R., foi apontado pela investigação como o responsável pelos disparos que mataram Clei. Ele, porém, não chegou a ser levado a julgamento. O suspeito morreu durante uma troca de tiros com policiais.

Com a nova fase da investigação, a Polícia Civil amplia o número de pessoas que poderão responder judicialmente pelos diferentes papéis atribuídos ao crime. Os quatro presos nesta terça-feira são investigados por participação em homicídio qualificado, incluindo circunstâncias que podem agravar a acusação, como o emprego de meio cruel e o uso de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima.

Investigação apura atuação de grupo criminoso

Além da suspeita de participação direta no homicídio, os investigadores também apuram possível ligação dos novos presos com uma organização criminosa armada.

A investigação ainda envolve a suspeita de tentativa de atrapalhar ou dificultar o trabalho das autoridades na elucidação do assassinato. Esses elementos serão analisados no decorrer do processo e deverão ajudar a Justiça a individualizar a responsabilidade de cada investigado.

As prisões realizadas em cidades diferentes também demonstram a dimensão que a investigação alcançou desde a execução do dentista. Agora, caberá às autoridades reunir as provas obtidas, confrontar depoimentos e demais elementos do inquérito para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos.

Dois anos depois, respostas ainda são buscadas

O assassinato de Clei Bagattini não ficou restrito às páginas policiais. Para familiares, amigos, pacientes e pessoas que conviviam com o dentista, o crime deixou uma ausência que o tempo não conseguiu apagar.

A nova etapa da investigação representa mais um passo na tentativa de reconstruir o que aconteceu naquele consultório e, principalmente, entender quem participou de cada etapa da ação que terminou com a morte de Clei.

Dois anos depois, a história ainda não chegou ao ponto final. As novas prisões mostram que, mesmo quando o tempo passa e o silêncio parece tomar conta de um caso, a investigação pode continuar avançando em busca das peças que faltam. Para a família da vítima, cada resposta encontrada representa também a esperança de que a justiça consiga, enfim, dar um sentido ao que ficou interrompido de forma tão cruel.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Rondoniagora

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