Fogo atingiu embarcação durante reparos em estaleiro estatal de Qingdao; outras cinco pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital.
Uma tragédia durante trabalhos de manutenção terminou com pelo menos 25 mortos nesta quinta-feira (10), na cidade de Qingdao, no leste da China. As vítimas estavam a bordo de um navio de carga estrangeiro que passava por reparos quando um incêndio tomou conta da embarcação dentro de um estaleiro estatal. Outras cinco pessoas continuam desaparecidas.
Segundo a agência estatal Xinhua, o incêndio começou por volta das 11h15, no horário local, no estaleiro Qingdao Beihai, enquanto equipes realizavam trabalhos de reparo e inspeção no navio. Das 42 pessoas que estavam a bordo, 12 foram retiradas com segurança e cinco ficaram feridas, sendo encaminhadas para atendimento médico.
Fogo foi controlado durante a tarde
As equipes de emergência conseguiram extinguir o incêndio no início da tarde, segundo informações divulgadas pela imprensa estatal chinesa. As autoridades continuam as buscas pelas cinco pessoas que permanecem desaparecidas.
Uma imagem divulgada pela Xinhua identificou a embarcação como “Ocean Melody”. Dados de rastreamento da LSEG apontam que o navio é um graneleiro de carga seca, com cerca de 20 anos de operação e bandeira da Libéria.
A embarcação é administrada pela Yuyangkunpeng Shanghai Ship Mgm, enquanto a Huili Shipping Co Ltd aparece como proprietária registrada. Segundo os dados de rastreamento, o navio chegou ao estaleiro de Qingdao em 31 de agosto e permanecia no local desde então para os trabalhos de reparo.
Xi Jinping pede investigação
Diante da dimensão da tragédia, o presidente chinês Xi Jinping determinou a intensificação dos esforços de busca e resgate. Segundo a Xinhua, o chefe de Estado também pediu uma investigação rápida sobre as causas do incêndio e a adoção de medidas de responsabilização.
O estaleiro Qingdao Beihai é controlado pela China State Shipbuilding Corporation (CSSC), uma das maiores empresas do setor naval no mundo.
A companhia se apresenta como a principal construtora naval da China e a maior projetista e construtora de navios e equipamentos offshore do país.
Enquanto as autoridades avançam nas buscas e na investigação, familiares e equipes de emergência ainda aguardam respostas sobre as cinco pessoas desaparecidas. A prioridade agora é localizar os sobreviventes e esclarecer o que provocou o incêndio que transformou uma rotina de reparos em uma tragédia de grandes proporções.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Reuters













