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Trump minimiza ameaça dos Houthis no Mar Vermelho e afirma que EUA saberão reagir

Presidente americano diz que grupo apoiado pelo Irã ainda não concretizou bloqueio da rota marítima, mas garante que Washington está preparado para agir caso a ameaça se confirme.

A possibilidade de uma nova escalada das tensões no Oriente Médio voltou a acender o alerta internacional nesta terça-feira (21). A ameaça dos Houthis de restringir a navegação no Mar Vermelho, uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta, aumenta a preocupação com possíveis impactos no transporte marítimo, no abastecimento global de petróleo e na estabilidade da região.

Diante desse cenário, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, procurou reduzir o tom de preocupação ao comentar as declarações do grupo rebelde do Iêmen, aliado do Irã. Segundo ele, caso a ameaça se concretize, o governo americano saberá como responder.

Trump diz que situação será resolvida

Falando a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que, até o momento, os Houthis não colocaram em prática o bloqueio anunciado.

“Até agora, isso não aconteceu. Pode acontecer, mas nós resolvemos as coisas”, declarou o presidente.

Trump também lembrou das operações militares conduzidas anteriormente pelos Estados Unidos contra o grupo iemenita, destacando que elas reduziram significativamente as ações dos Houthis.

“Já lidamos com os Houthis antes e não temos notícias deles há algum tempo, desde que fizemos o que fizemos inicialmente”, afirmou.

O presidente acrescentou que as ofensivas americanas contra o grupo duraram cerca de 45 dias e classificou as ações como “muito contundentes”.

“Eles não têm tido problemas conosco há muito tempo, inclusive durante este conflito”, disse.

Ameaça preocupa setor marítimo

A tensão aumentou após forças Houthis alertarem embarcações sauditas para evitarem o Estreito de Bab el-Mandeb, passagem que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é considerada uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio internacional.

Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, a mensagem enviada pelo grupo já começa a gerar impactos no setor de navegação. Empresas ligadas ao transporte marítimo acompanham a situação com preocupação diante da possibilidade de interrupções no fluxo de cargas e de petróleo provenientes do Oriente Médio.

Especialistas alertam que um eventual bloqueio da região poderia abrir uma nova frente de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, afetando diretamente a segurança energética global e pressionando os mercados internacionais.

Enquanto a ameaça permanece apenas no campo das declarações, governos, companhias de navegação e investidores acompanham cada movimento na região. Em um cenário já marcado por sucessivos conflitos, qualquer alteração no tráfego do Mar Vermelho tem potencial para provocar reflexos que ultrapassam as fronteiras do Oriente Médio e alcançam a economia mundial.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Reuters

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